Quando vi meu pequeno na maca, dormindo, encolhido, todo meu mundo ruiu. Ele estava pálido e aquilo me assustava muito. Seus cabelos negros e cacheados caiam sobre o travesseiro e ele estava com o dedinho na boca. Eu queria apertar ele entre meus braços, mas apenas toquei sua testa e a beijei. Ele estava melhor. O médico havia dito que ele estava com diarreia e febre alta, apenas isso. Cuidarem dele e logo Lorenzo poderia ir para casa. Mas, fale isso para uma mãe em desespero. Eu não escutei nada, apenas fiquei em pânico. E Paulo tentou me conter, me abraçando, mas eu me soltei dele e fui até o quarto que meu pequeno estava. E eu apenas fiquei olhando para ele, pensando que se eu o perdesse, toda minha vida não faria mais sentido. Senti a presença de alguém no quarto e olhei para a porta.

