- Ele não para de chorar – eu disse, me sentindo exausta. Etienne suspirou, ao meu lado na cama. - É sua vez- eu disse, cutucando-o. - Laura, tenha dó – ele disse, com a voz rouca – Eu preciso trabalhar amanhã. Suspirei e sai da cama, irritada. Etienne e eu estávamos há um mês, tentando fazer Lorenzo dormir no quarto ao lado. Etienne vivia comigo, todos os dias. Não estava viajando mais e trabalhava na Enseada. Estávamos conseguindo nos dar bem, mais uma vez. Apenas, talvez, por Lorenzo, que ocupava meu tempo e pelo meu resguardo, mas Etienne era cavalheiro comigo. Fui até o quarto e acendi a luz. Lorenzo chorava, a plenos pulmões e eu o peguei no colo, balançando-o. Estava irritada, mas eu sabia que ele estava fazendo aquilo para chamar atenção, não por maldade. Comecei a cantar uma

