a queda de Maginos

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O ar sobre o campo de batalha não era mais oxigênio; era uma massa densa de cinzas em suspensão, cheirando a enxofre e ao ferro doce do sangue derramado. O silêncio que se seguiu ao último uivo de guerra era mais ensurdecedor do que o próprio combate. No centro da devastação, restava Maginos. O traidor. Aquele que um dia ostentou o título de Alfa, mas que agora era um borrão deformado, um erro na tapeçaria da criação. Seu corpo era uma heresia. Não havia mais a nobreza do pelo lupino, nem a força da carne viva. O que restava eram sombras retorcidas que se moviam como tentáculos famintos, sustentando uma carcaça humanoide. Sua pele parecia carvão vegetal, rachada por veios de um fogo interno que não aquecia, apenas consumia. Seus olhos rubros eram brasas moribundas, refletindo o vazio de u

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