Chego em casa com o coração pesado e olho para a fachada da casa por algum tempo antes de criar forças para entrar. Assim que adentro a casa, encontro a minha mãe tomando chá com o meu pai na sala. Eles tentam fazer isso pelo menos uma vez a cada quinze dias mas nem sempre é possível por causa da agenda do meu pai. – Oh minha filha, não sabia que você tinha saído. Quer uma xícara de chá? – Eu gostaria de um pouco de chá sim. – Digo sentando-me ao seu lado. – A propósito, onde está a sua irmã? Não a vi pela casa. – Meu pai pergunta e eu fico tensa. – Acho que vamos precisar de algo mais forte para essa conversa. – Murmuro olhando para o chá. – O que disse? Não consegui ouvir. – Dávila está presa. – Digo diretamente e escuto o barulho da porcelana batendo no chão. Minha mãe derrubou

