Bebê

913 Palavras
Pov's Bryan. Estávamos no consultório, Anjinha estava sendo examinada. Me mantinha sério, encostado no canto. Tratava tanto o meu irmão, como Anjinha como se não existissem. Os dois haviam me decepcionado: um fugiu, a outra me enganou. Mary Jane: Doutor, ela passou a noite com dores. Davis: E quando começou o sangramento? Anna: Hoje pela manhã. Acordei sangrando. Anjinha informou, deitada na maca, fazendo uma careta. Estava me segurando para manter distância, mas era difícil vê-la m*l. Virei a cabeça pro outro lado, meu irmão percebeu. Davis: Vamos checar se está tudo bem com o bebê. Sabe de quantas semanas está? Anna: Como assim semanas? Mary Jane: O que é isso, doutor? Davis: Semanas de gravidez. Ele soou firme, e nenhuma das duas souberam responder. Daí a pergunta foi direcionada para mim: Davis: Tem ideia de quando engravidou a sua esposa, Bryan? Fechei a mão em punho, irritado. Pedi a Deus paciência, para não explodir. Me sentia provocado. Bryan: Não sei.— o olhei com desgosto. Davis: Vamos descobrir na ultrassom. Após sai do consultório, eu não tinha estômago para permanecer ali. (....) CONSULTÓRIO. Povs Anna. Enquanto o médico ajeitava, sussurrei baixinho para minha irmã. Anna: O caipira me odeia. Senti as lágrimas jorrando pela minha face. Estava me arrebentando por dentro, ser tão maltratada. Mary Jane: Não fala isso, Anna. Anna: Mary Jane eu não tive culpa.— choraminguei.— Acredita em mim. A implorei, e as lágrimas voltaram a se encher em meus olhos. Mary Jane: Eu acredito em você. Ela apertou a minha mão, me dando forças. Me sentia tão envergonhada por tudo que estava acontecendo. Eu havia decepcionado a pessoa que me deu só amor. Apesar do jumento ser tão grudento e obcecado por mim, ele me considerava. Davis: Vamos checar o bebê. O médico retornou e começou a passar a aparelinho em minha barriga. Pedia a Deus que estivesse tudo bem. Minha irmã permanecia ao meu lado, o tempo todo. Nos seus olhos haviam tanta esperança. Davis: Não foi nada demais. Mary Jane: Como não doutor, ela sangrou? Inocentemente a minha irmã rebateu confusa. Davis: Nesses primeiros períodos é normal, o saco gestacional deslocou do útero, causando um pequeno sangramento. É ela só precisa permanecer de repouso. Anna: Mas eu ainda tô grávida? Perguntei nervosa, com medo de ouvir a resposta. Davis: Tá sim. Mary Jane: Graças a Deus! Minha irmã comemorou e eu abri um sorriso fraco, pousando a mão na minha barriga. Davis: A consulta é de graça, avise a Bryan que não precisa pagar nada. Mary Jane: Você o conhece, doutor? Davis: Ele é um velho amigo meu. Um homem bom e honesto. O médico saiu do consultório, nos deixando a sós. E eu e ela nos abraçamos. Mary Jane: Deus é muito fiel, toca até no coração dos ímpios. Eles cobraram 4 mil dólares, Anna, e agora não vamos precisar pagar nada. (.....) Pov's Mary Jane. Deixei Anna terminando de tomar soro. E fui até ao nosso marido que estava na carroça, cabisbaixo, no meio do sol quente. Mary Jane: Está tudo bem com o bebê. Lhe informei, fazendo-o levantar o rosto pra cima. Bryan: Ótimo. Mary Jane: A Anna queria que você fosse lá dentro vê-la. — dei o recado. Bryan: Não vou.— seu tom soou hostil. Mary Jane: Sobre ontem Bryan... você também bateu nela? Bryan: Claro que não, de onde tirou isso?— seus olhos me reprovaram.— Eu jamais encostaria um dedo numa mulher. Fui criado para ser homem, e não um covarde. Mary Jane: Por que a Anna tá assim daquele jeito? Bryan: Pergunta pro pai de vocês, o pastor vai saber responder melhor. Ele soou ignorante, e me calei. Mary Jane: Ela levou uma surra, até o olho dela está inchado.— minha voz soou triste. Notei ele fechar a mão em punho, quando contei detalhes da agressão. Bryan: Minha vontade é ir lá tirar satisfação com o pastor Austin, mas eu não quero mais briga. Sua irmã causou problema demais na minha vida. Irei apenas devolvê-la a eles. Mary Jane: Não, você não pode fazer isso.— o implorei, com os olhos desesperados— Se Anna voltar para casa, nossos pais vão matá-la. Seus olhos esmoreceram, recuando. Bryan: Então me conta....— engoli em seco, ao ouvir seu tom duro.— Quem foi o sujeito que tocou nela? Mary Jane: Eu não sei. Me encolhi, temerosa, quando o vi se aproximar de mim, me intimidando. Bryan: Não minta para mim. Vocês duas são próximas. O encarei de canto de olho, tremendo. Mary Jane: Minha irmã nunca teve um namorado, ela só tinha você. Bryan: Eu nunca toquei um dedo nela! Ele gritou. E encolhi os meus ombros. A discussão só parou quando o carro da polícia estacionou perto de onde estávamos. Dois policiais desceram. Policial: Recebemos uma denúncia de violência contra a mulher. O médico que atendeu Anna apareceu do lado de fora, assistindo tudo. Era como se ele tivesse feito a denúncia. Bryan: Pra onde estão me levando? Um deles, o algemou. Mary Jane: O que irão fazer com ele? Polical: Iremos leva-lo até a delegacia. Bryan foi jogado no porta-malas da viatura. Comecei a chorar e me desesperar. Corri para dentro, para ir chamar Anna. Mary Jane: Doutor, é uma injustiça o que estão fazendo com ele. Davis: Não se pode agredir uma mulher grávida, há lei nesse país. Mary Jane: Ele não bateu na minha irmã. Davis: Isso quem vai dizer é ela.
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