Setenta e sete anos atrás... ✵ Manoel de Arimatéia Maria crescia bela e juvenil, não estava sendo fácil mantê-la dentro da abadia e esconder verdadeiramente que ela era uma garotinha em vez de um menino órfão – cortar seus cabelos claros foi o que mais doeu em meu coração quando ainda se encontrava na viagem marítima. Cria-la em nossos costumes religiosos se tornou a parte mais tranquila, ela parecia entender tudo, mas sua voz nunca saia, se não fosse uma criança juraria que ela havia feito voto de silêncio. Aquela parte não era de toda r**m, se ela soubesse falar certamente alguém já teria descoberto a pequena intrusa no colégio onde mulheres eram terminantes proibidas dentro dos muros de nossa morada. Não desejava me separar do serzinho que por diversas vezes tinha pesadelos e tremia

