Sessenta e quatro anos atrás... ✵ Lorelay – Lorelay, precisamos conversar – uma voz conhecida faz com que se remexa na cama sem nenhuma vontade de abrir os olhos. – Acorde, já dormiu demais – ele insiste puxando os lençóis que aconchegantemente cobriam e esquentavam o meu corpo. – Pelo céu, Maria! Isso é maneira de dormir – aquele nome faz com que e me sente rapidamente na cama e puxe qualquer coisa que tivesse ali e servisse para me cobrir. – Quid infernum! (Que diabos) – resmungo assim que relanceei as costas da sua batina vermelha – o que faz aqui a essa hora? – perguntei mais irrita por ele ter me acordado do que por me flagrar nua. – Você não desceu para o desjejum, e também não apareceu na biblioteca onde havíamos marcado para iniciar os projetos da nova catedral, cogitei que e

