Eu rasguei um dos pacotes. O cheiro de éter encheu meu nariz. Puxei o lenço, desdobrei e limpei o corte. Gean se contraiu, mas não fez nenhum som. — Arde? — Eu estou bem, — ele disse simplesmente. — Limpe mais forte. Eu fiz, e embora ele tenha se remexido algumas vezes, nunca me disse para parar. Finalmente joguei o lenço no lixo e me inclinei para trás. Gean perfurou sua pele com a agulha e começou a costurar a si mesmo, suas mãos eram firmes e certeiras. Vê-lo fazer isso me deixou enjoada. Eu não podia me imaginar fazendo isso em mim mesma, mas quando meus olhos vagaram sobre o corpo dele e as suas inúmeras cicatrizes, eu percebi que provavelmente não era a primeira vez que ele fazia isso. Quando ele ficou satisfeito com seu trabalho, jogou fora a agulha. — Nós precisamos cobrir isso

