Yasmim Estava sentada no banco do passageiro, com os braços cruzados e o olhar fixo na paisagem que passava pela janela. Minha expressão provavelmente dizia tudo: eu estava com muita raiva. Não era só pela situação ridícula em que me encontrava, mas por tudo que ela representava. Como eu tinha deixado minha vida chegar a esse ponto? José Henrique estava ao meu lado, dirigindo o carro como se fosse a coisa mais normal do mundo. Parecia até tranquilo demais para alguém que, há algumas horas atrás, tinha escapado pela janela do meu quarto só de cueca. Eu, por outro lado, sentia o estômago revirado de tanto desgosto. Ele tentou puxar conversa umas duas vezes, mas eu nem me dei ao trabalho de responder. Mantive o olhar fixo na janela, ignorando-o completamente. Eu não queria estar ali. Não q

