Capítulo 3

2066 Palavras
Hugo Lennox Quando adentramos o restaurante, minha ideia era só aproveitar o jantar e depois ir para a cama com a Melanie até nos satisfazer e assim ir embora, no entanto, não estava preparado para ver Athena no mesmo restaurante que eu, e logo um pensamento me atingiu, deixando-me nervoso. Ela está em um encontro? Quem será? Afastando os pensamentos, senti Melanie murmurar safadezas no meu ouvido, porém eu não estava nem ouvindo o que ela dizia, pensando no motivo de Athena ter dado a entender que realmente estaria em um encontro. Talvez porque não queria dar conversa para mim, ou porque estava envergonhada pela cena de hoje cedo. Logo que eu e Melanie fomos para a mesa, ela começou a resmungar. —  Não entendi o que aquela moça tem para deixar você assim. Eu apertei meus olhos em direção a ela e perguntei em um rosnado. —  Assim como? Ela arqueou a sobrancelha e murmurou. —  Todo agitado. Nunca vi você assim, antes. Eu revirei os olhos e não respondi, deixando o assunto morrer ali, e direcionei minha atenção a Athena, que estava comendo, tranquila e sozinha. Não sei bem o motivo, só sei que não conseguia tirar meus olhos dela, acredito que esteja curioso para saber quem estará com ela e…  —  Se você continuar a me ignorar, eu vou embora e nunca mais irá me ver. Quando Melanie falou isso, eu estremeci de raiva e engoli o bolo em minha garganta e direcionei minha atenção para ela, que sorriu ao notar que tinha toda a minha atenção, quando eu murmurei sem paciência. —  Suma da minha frente, Melanie.  Ela arregalou os olhos e apertou o guardanapo que estava sob suas pernas e perguntou. —  Você não está falando sério, está? Eu apertei meus olhos em sua direção e falei baixo. —  Você já me viu brincando em alguma situação? Vá, agora, Melanie. Ela me lançou um olhar como se desejasse me matar agora, mas nem me importei, apenas desviei a atenção para minha taça de vinho e beberiquei tranquilamente, enquanto vi Athena olhando para Melanie, que estava pisando duro enquanto ia embora. E mais uma vez, consegui fazer outra pessoa me odiar. Mas não estou nem me importando. Melanie, é uma garota gostosa mas muito soberba, arrogante e estava se apaixonando, e isso eu não curto, já estava mais do que na hora de terminar nossos encontros, e esse foi o motivo de eu ter deixado ela ir embora, iriamos curtir uma última noite e depois dar um fim nesse lance. Dando um último gole no meu vinho, sinto uma inquietação tomar meu corpo quando vejo que Athena iria chamar o garçom e aquele mesmo homem que a bateu hoje cedo, baixou sua mão grosseiramente e logo fiquei alerta. Na verdade, nunca me importei com o que acontecia ao meu redor, mas justamente hoje, tudo começou a acontecer. Eu não entendo, m..... Meu corpo já estava tenso só em ver que ele estava com uma expressão furiosa, nos olhos deixava claro que estava com muita raiva. Daqui não consigo ouvir o que eles conversavam mas sei que Athena está tensa, pois consigo ver que está trêmula enquanto se levantava, e algo me fez estremecer quando ele agarrou seu braço rudemente, me obrigando a levantar e me aproximar a passos largos e firmes até a sua mesa e então eu murmurei em um rosnado. —  Acho bom você afastar suas mãos dela. Agora. Athena ficou imóvel, e o homem me olhou de modo que arregalou os olhos e a soltou segundos depois e recuou alguns passos.  —  O que eu falei para você? Eu proferi num rosnado e me aproximei de Athena, que parecia tensa, mais que o normal e então o homem diz. —  Por que você está se metendo num assunto que não lhe diz respeito? Eu então esbocei um sorriso de lado, mostrando a ele que não estava com um pingo de remorso ou vergonha por me intrometer no assunto dos dois e então respondi. —  Eu avisei você mais cedo, que se voltasse a importuná-la, não iria mais ver a luz do dia. Dessa vez, grudei em seu colarinho e ele arregalou os olhos com minha aproximação repentina e então eu senti Athena perto o suficiente para tocar em meu braço e murmurar num fio de voz que me deixou preocupado. Ah p.... Eu realmente estou preocupado com algo que não seja meu? —  Hugo, estamos num restaurante, deixe-o ir. Ela me olhou com brilho nos olhos e eu afrouxei o aperto no colarinho do Embuste, enquanto ela continuou.  —  Por favor… Eu confirmei com um gesto de cabeça e empurrei bruscamente o corpo do homem que caiu sentado na cadeira, nesse meio tempo, Athena saiu andando em direção a saída e eu murmurei para que o filho da p... ouvisse. —  Essa conversa não terminou aqui. Eu nunca quebro minhas promessas. Dei três tapas fortes no ombro dele que recuou um pouco mas rapidamente se levantou e tentou desferir um soco em minha direção no qual erroneamente atingiu o ar, e logo avancei e o atingi com um soco no abdômen, ele então se curvou de dor e eu me aproximei e murmurei em seu ouvido, nem me importando com a atenção das pouquíssimas pessoas ao redor.  —  Cuidado! Me afastando, fui até minha mesa e deixei  3 notas de 100 dólares na mesa, recolhi minhas coisas e fui atrás de Athena, pois ela estava com um comportamento diferente, e assim que saí do local, vejo que a mulher estava escorada no pilar da entrada do restaurante, estava com os olhos fechados e parecia respirar fundo, seu cabelo estava todo atrás de suas costas, preso em um coque baixo e  mau feito, quando me aproximei a passos lentos, vejo lágrimas descerem pelo seu rosto e então eu murmuro.   —  Athena, eu… Ela faz um gesto negativo com a cabeça e murmura gaguejando, como se estivesse sem fôlego, seus dedos tateiam desesperadamente a parede e ela se aproximou um pouco mais de mim. —  Eu… Não consigo… Ela segura meus braços e apertou com força e de repente, sinto seu corpo amolecer, e então eu a seguro entre meus braços e mais lágrimas descem pelo seu rosto e ela balbucia com muita dificuldade. —  Me… ajude… Hugo. E segundos depois apagou em meus braços e nesse momento, sinto meu corpo tencionar de uma forma que nunca aconteceu antes. O que está acontecendo?   —  Po..., Athena. Apertei seu pequeno corpo entre meus braços e me apressei até o estacionamento, rapidamente encontrei minha Lamborghini e a destravei, colocando Athena desacordada no banco do passageiro, afivelando o cinto de segurança em seu corpo, e quando iria me afastar, seu cabelo soltou e caiu em seu rosto e afastando aquela mexa num gesto involuntário, vi o quão linda ela é e… Mas que po… Me afastei enfurecido comigo mesmo, por sentir tantas sensações e sentimentos distintos em um único dia. Fechei a porta e já peguei o celular para ligar para Marcos, que rapidamente atendeu.     —  Marcos, preciso que acesse o banco de dados e encontre o endereço da Athena Demétrius. Ele ficou em silêncio por alguns segundos, me fazendo tirar o celular do ouvido e ver se ainda estava em ligação, quando ele finalmente bocejou e disse. —  Boa noite para você também, chefe. Ouvi algumas coisas batendo através da ligação, como se ele estivesse tropeçando, e impaciente, eu me direciono até o carro e me acomodei em meu banco. —  Senhor, aqui só tem o endereço empresarial. Quer que eu ligue para ela? Ele respondeu e fez a pergunta de uma forma natural e profissional. E negando com a cabeça, eu respondi. —  Ela está desmaiada dentro do meu carro. Nesse momento, ouço Marcos perguntar com um tom de voz diferente. Como se estivesse preocupado. —  Você a matou? E fazendo careta para a pergunta, eu logo respondi franzindo a testa.   —  Não viaja, Marcos. Acho que ela teve uma crise de pânico. Não sei bem o que houve, por coincidência, eu estava perto. Mas deixe esse assunto comigo. Vá dormir. E encerrei a ligação antes que ele respondesse, guardei o celular no bolso e olhei para Athena por um tempo, me sentindo estranho, e sacudindo negativamente a cabeça, coloquei meu cinto de segurança e cai na estrada. ***** Assim que estacionei meu carro, desci e entrei em casa, comprei uma mansão para mim a uns 3 anos, onde a mantenho para os dias que preciso me afastar de todos inclusive do meu pai. Abri a porta e me direcionei até a escadaria  para ir até o andar de cima e verificar o quarto de hóspedes, e logo que vejo que tudo está limpo, fechei as cortinas de tecido fino e brancos, deixando apenas o abajur acesso para caso ela acordasse assustada à noite, saber se localizar através da luz e desci. Assim que depositei Athena na cama, tirei seus sapatos e a cobri com a coberta, sentindo uma sensação de formigamento atravessar meu corpo, meus olhos estavam atentos a cada centímetro do seu corpo desacordado e sacudindo a cabeça, me afastei e sai rumo a porta quando ouço um murmúrio. —  Hugo… Eu parei de andar e me virei, Athena ainda estava com os olhos fechados e pergunta baixinho. —  Onde estou? Eu respirei fundo e tirei meu blazer, ciente que ela não estaria me vendo agora e respondi. —  Apenas durma, Senhorita Demétrius.  Sai fechando a porta atrás de mim, e me direcionei até meu quarto, afrouxando a gravata, a retirei por cima da cabeça e entrei em meu quarto, fechei a porta e fui até o banheiro, onde me despi e entrei embaixo do chuveiro para um banho rápido e fui deitar. O dia de hoje foi uma merda. Um dia longo e cansativo. Complicado e estranho. Não sei o que houve, mas não estou gostando disso. Assim que meu corpo relaxou em cima do colchão macio, fechei meus olhos e me permiti relaxar psicologicamente e então adormeci. **** Acordei como de costume às 5 horas da manhã, me alonguei, fui até o banheiro, fiz minha higiene e vesti uma roupa própria para treinos. Em jejum, iniciei minha corrida, de modo que eu acelerasse conforme sentia meus músculos pedirem e assim fiz por 30 minutos, depois fui para a academia que tenho no andar de baixo. Resolvi focar minha tensão no saco de pancadas, peguei minhas faixas e as enrolei em volta do pulso e dedos e ali comecei meu treino.  Sempre que treino, é para pensar e colocar a cabeça no lugar, depois de ontem, sinto que perdi o controle de muitas coisas, um exemplo, é o motivo de dar uma segunda chance a Athena, não por que quero ajudá-la, mas por que preciso da empresa deles para fechar outros negócios, não posso ser hipócrita para dizer que não irei precisar da AD Cosmetics, pois assim como falei ontem, eles precisam de mim, mas o que não sabem e nem precisam saber é que preciso deles também. Mas tem um outro motivo que está me deixando incomodado. Tirei a camiseta que vestia, meu corpo estava todo suado, meus músculos queimavam e estavam inchados de todo o esforço então decidi encerrar meus treinos e voltei para casa e peguei uma garrafa d'água, fui andando até meu quarto, onde joguei a garrafa já fazia no lixo e me direcionei até o banheiro, e entrei no chuveiro. A água quente, descia pelo meu corpo, me deixando relaxado, fazer exercícios físicos sempre foram uma válvula de escape para mim. Meu temperamento sempre foi muito intenso, se eu não resolvesse meu estresse com alguém na minha cama, eu iria treinar pois era assim que eu me controlava, e ontem acabei dispensando minha trepada então, treinei cedo. Saindo do banho, enrolei a toalha e fui até a pia e aparei minha barba, em seguida, limpei tudo e sai rumo ao meu quarto, onde escolhi um terno feito sob medida no closet que mantenho aqui, sempre venho então não tem por que não ter roupas minhas aqui. Já vestido com minha calça preta, camisa preta e colete da mesma cor, coloquei a gravata preta e fechei os botões do colete e peguei o paletó e levei comigo até meu escritório onde o posicionei atrás da minha poltrona e liguei meu notebook, e comecei a trabalhar.
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