POV – ENZO VITALE Eu não conseguia parar de olhar para ela. Fazia doze horas que saímos do hospital, e desde então, eu não permiti que Valentina desse um passo sequer sem que eu estivesse a centímetros de distância. O apartamento, que antes era nosso campo de batalha e prazer, agora parecia um museu de porcelana onde cada quina de móvel era uma ameaça potencial. — Enzo, se você me perguntar se eu preciso de mais uma almofada, eu juro que vou usar essa mesma almofada para te sufocar enquanto você dorme — Valentina resmungou, sentada no sofá com uma expressão que oscilava entre o carinho e a vontade de cometer um crime. — Você precisa de repouso, Valentina. O médico foi claro. O esforço da luta... — eu comecei, mas o olhar que ela me deu me fez calar a boca. A possessividade que eu senti

