ENTREGUE AO INSTINTO

277 Palavras
Narrado por Isadora Ele me tocou como se já fosse meu. Como se soubesse cada centímetro da minha pele antes mesmo de conhecê-la. O calor do seu toque não vinha só da temperatura do corpo dele — vinha da certeza com que ele me desejava. E eu... Eu não queria resistir. — Você sente isso, não sente? — ele sussurrou, a boca próxima demais da minha orelha. — A conexão. Minha respiração estava descompassada. Eu deveria recuar, questionar, me proteger. Mas tudo dentro de mim implorava por mais. — Eu não entendo o que está acontecendo — sussurrei, mas minhas palavras saíram mais como um pedido do que como uma dúvida. — Você não precisa entender. Precisa sentir. A mão dele escorregou pela minha cintura, firme, e me puxou contra o corpo dele. Senti sua força, sua rigidez, seu desejo tão evidente quanto o meu medo. — Diga que eu posso, Isadora — pediu ele, os olhos acesos, prateados, predadores. Minha voz sumiu, mas meu corpo respondeu. Quando nossos lábios se encontraram, foi como uma explosão. Um choque elétrico que percorreu cada parte de mim. Cael me beijou como se estivesse morrendo de sede. Como se tivesse esperado a vida inteira por isso — e talvez tivesse. Suas mãos exploraram minha pele, devagar e ao mesmo tempo com urgência. Me deitou na cama com reverência, mas o fogo nos olhos dele dizia outra coisa. Ele era homem... mas também era fera. E eu... não tive medo. Fizemos amor como se estivéssemos dançando entre dois mundos. O dele, selvagem, indomável. O meu, racional, confuso. Mas ali, naquele momento, não existiam dúvidas. Só pele. Suor. Desejo. Só nós.
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