No dia seguinte, a agitação estava igual. Enquanto algumas meninas se vestiam, eu estava treinando. Mesmo sendo o meu aniversário, eu tinha muitas coisas para aprender. E tinha pressa em dominar tudo o que eu podia. A luta principalmente. Eu estava sendo perseguida, e lutar significava viver, na língua da batalha. Por isso eu não descansava. Nem conseguia mais. Comecei a sentir a necessidade de sentir sempre aquela dor no meu corpo ao me mexer. Quando não sentia, eu estranhava. Algo químico em todos esses exercícios me fez ser dependente da dor, como um vício. Sir Maleo veio com um soco na minha direção, mas me defendi erguendo meu braço, o evitando de me acertar com meu antebraço no seu. Com a outra mão projetei um soco na sua orelha, mas ele se abaixou, se distanciou um passo de mim e

