O sol da tarde se espalhava pelo céu azul enquanto Christian estacionava a moto na frente da sorveteria. O motor roncou uma última vez antes de silenciar, e eu tirei o capacete, soltando um suspiro. — Eu não sei por que ainda aceito andar nessa coisa — resmunguei, tentando desembaraçar os fios do cabelo que ficaram presos no elástico. Christian riu, descendo da moto com a naturalidade de quem já havia feito isso mil vezes. — Porque no fundo, você gosta. Revirei os olhos. — Eu gosto do sorvete que você vai me pagar. Isso sim. Ele arqueou uma sobrancelha, guardando as chaves no bolso da jaqueta de couro. — Ah, então é assim? Agora estou bancando seus caprichos? — Sempre esteve — respondi, dando de ombros e andando na direção da sorveteria sem esperar por ele. O sin

