HARRY POTTER Era final de janeiro e as pilhas de papéis em cima de sua mesa chegavam quase até o teto. Certo, ele estava exagerando. Um pouco. Mas não era exagero dizer que as pilhas só não desabavam porque sua secretária lançara nelas um feitiço para segurá-las no lugar alguns dias antes. Burocracia era o que Harry mais detestava no seu trabalho, e ela vinha se acumulando exatamente por esse motivo. O que ele realmente gostava, o que fazia seu sangue ferver, era partir para a ação. Mas sendo o chefe do Quartel dos Aurores, sua missão era muito mais delegar a ação e se preocupar com a parte burocrática. Harry só assumia uma investigação quando o risco era alto demais, e sua experiência e técnica eram exigidas pelo Ministro da Magia em pessoa. Como no caso dos Poderosos e da Gangue dos Br

