Mariana narrando Tô meio sumidinha, mas tô viva, tá? Só focada nos corres, vivendo um momento bom que Deus me permitiu. Eu e o Anderson assumimos o bagulho de vez, tamo firme. Ele tá se doando, tá tentando ser um cara presente, respeitoso, parceiro. E eu? Tô amando esse ciclo que tô vivendo. Tô estudando, estagiando, correndo atrás, porque ser cria da favela já é um peso nas costas quando a gente tenta ocupar espaço. O povo do asfalto disfarça, mas discriminação é direta. Falam que não, mas olha torto, duvidam da nossa capacidade, da nossa postura, do nosso valor. Mas eu cago pra isso. Minha caminhada é limpa, reta e cheia de vontade. Não tem tempo pra ouvir opinião de quem não paga minha luz nem compra meu arroz. Hoje o Joca me chamou no zap, pediu pra eu organizar um bagulho especial

