Cap14

1712 Palavras
Hans chegou ao amanhecer, ele esperava encontrar Eva e Christoff na ativa, mas apenas encontrou seu apartamento em absoluto silêncio, ele tirou seu revolver de sua cintura e andou devagar pelo lugar, a cama de Christoff estava levemente bagunçada, como se ele tivesse se preparado para dormir mas algo o impediu, ele atravessou a cozinha e sorrateiramente olhou para seu quarto. Hans podia deduzir as coisas muito rapidamente e descobrir segredos profundos, mas jamais ele pensou em tal probabilidade. Imagine a cena, Christoff parecia hipnotizado, ele acariciava os cabelos longos dourados de Eva enquanto ela dormia, ela segurava a sua camisa com o punho fechado, como se tivesse medo que ele fugisse, mas não parecia ser algo que ele iria querer fazer. Hans não conseguiu evitar de sorrir, ele conhecia aquele olhar, aquela hipnose, aqueles pensamentos perdidos....Seu adorado menino estava a ponto de descobrir o mais lindo dos sentimentos. Ele encostou na porta e deu uma teve tossida, Christoff despertou imediatamente -Atrapalho?- Hans fala ironicamente, Christoff sem perder a calma, acomoda a menina gentilmente na cama sem fazer qualquer barulho, a cobriu e saiu atrás de seu tio, após fechar a porta -Não aconteceu nada que está pensando -Eu não estou pensando em nada- ele sorri- Não sei o que aconteceu, mas confio o bastante em você para saber que nunca estaria naquela situação se não fosse importante...- Christoff se sentou, ele estava com uma camisa branca, ainda da noite anterior, olheiras fundas e um olhar de preocupação, ele passou a mão em seus cabelos escuros e olhou para o tio- Ela gritou a noite toda, conseguiu dormir faz pouco tempo...Ela me falou que tem eles constantemente, tio...- Hans viu a preocupação excessiva em seus olhos- Ela mora sozinha naquele apartamento, imagine quantas vezes isso aconteceu e ela não tinha ninguém para acalma-la...Ela não pode ficar sozinha lá....- Hans se manteve sério- Tio você sabia que ela estava no acidente do Edgar?- Hans concordou -Descobri hoje, para ser sincero, depois entro em detalhes da minha aventura suicida, mas como ela está? -Eu não consigo imaginar, eu pensei que alguém tinha entrado aqui, ela se mexia muito e suou frio a noite toda... -Creio eu que está certo, ela não pode ficar mais sozinha, vamos traze-la para cá, eu durmo no sofá -Eu que tive a ideia, eu me responsabilizo -Certo como quiser, conseguiu dormir pelo menos um pouco?- ele negou -Eu também não- ele olhou em seu relógio- Vou ao anoitecer para a casa dos Hoffman, vamos descansar um pouco, vou tomar um banho, passa o café?- Christoff concorda- Obrigada - Hans não podia demonstrar, mas estava radiante pelo zelo que Christoff demonstrou, e ele estava certo de que aquilo poderia virar algo mais profundo. Christoff colocou a água no fogão e se sentou novamente, ele se lembrou da a proximidade da noite passada, ela estava tão perto, tão frágil, ela era a própria definição de uma rosa, que era delicada mas tinha espinhos ferozes, ele passou a mão nos cabelos novamente os fazendo ficar divididos. Evangeline levantou, ela estava com um longo vestido azul de cetim, seus cabelos escorriam pelas suas costas e estavam levemente bagunçados, ela observava Christoff pensativo e acreditava que pensava no mesmo que ela, ele estava terrivelmente atraente, Evangeline sentiu algo ao vê-lo daquele modo, mais descontraído e menos com a aquela imagem intimidadora, ela não tinha dormido muito, estava todo tempo acordada sentindo ele brincar com seus cabelos, ela queria ter tido coragem de olhar dentro dos seus olhos naquele momento- ela balançou a cabeça como se quisesse tirar aquilo de vista- Porque ela estava pensando naquilo? Christoff sentiu sua presença, mas ela não percebeu que ele estava vindo pois tinha se virado, ele se aproximou e quando ela foi olhar de volta os dois se esbarraram, um silêncio foi introduzido e os dois se encararam, Christoff era muito mais alto que Eva, ele conseguia observa-la com clareza, já ela corou e desviou o olhar imediatamente -bom dia...- ela fala e se dá um passo para trás -Conseguiu dormir?- ela concordou -É muito confortável....- ela tenta brincar e causa-lhe um sorriso -É gratificante saber que fui útil, sente-se vou lhe servir um chá, ou prefere café? -Chá por favor... -Claro..-ele se virou para preparar, uma curiosidade sobre ele, mesmo que ele odiasse uma pessoa, que não era o caso ali, e ela lhe pedisse uma xícara de chá, ele faria de bom grado, ele amava servir um bom chá.. -Christoff...- ele se vira -Sim? -Eu gostaria de lhe dizer algo...- ele colocou a xícara de chá em sua frente e se sentou de frente com a sua, ele olhou atentamente para ela, esperando - Mas eu não sei como lhe dizer...é- ela ri -Pode dizer....sem medo -Posso pegar aquelas bolachinhas de coco?- Christoff olha para o armário e começa a rir, não era bem aquilo que ele esperava -Claro Evangeline, pode pegar o que quiser...- ele ria enquanto ela pegava as bolachas feliz, como uma criança - Afinal você vai morar com a gente..- ela olha séria para Christoff que volta a rir pois sua boca estava toda suja -O que se disse?- ela fala de boca cheia -Muita falta de modos para alguém tão rica, permita-me...- ele pega um guardanapo e limpa sua boca, ele aproveita tal proximidade e encara seus belos lábios rosados -Christoff... -Hm?- ele continuava limpando seus lábios -Porque eu vou vir morar aqui?- ele para de limpa-la e a olha- Vocês já fazem muito por mim, já salvaram a minha vida... não posso invadir o espaço de vocês, o seu espaço...- ele respirou fundo- acredito que essa ideia que seu tio teve não teve seu consentimento... -Eva, fui eu que dei a ideia...- ela parou de falar e o olhou- Eu sou muito duro com você, porque é única pessoa que afronta o meu comodismo, e eu pensava que te odiava, não gostava de te ter por perto, mas nesse pouco tempo, nesses poucos dias, você já balançou tudo ao meu redor, e ver o jeito que você estava ontem, me afligiu, você disse que era constante, e eu não consegui dormir até que você fechasse os olhos, eu vi o seu pavor e só de te imaginar sozinha, numa noite chuvosa enfrentando seus demônios sozinha...Eu não teria paz, vai ser mais apertado? sim, mas eu vou conseguir dormir, sabendo que você ta bem, somos um equipe agora, e mesmo que eu não goste muito- ela sorri e olha para os pés- é o que somos... -Obrigada, obrigada pela noite passada, pela primeira vez eu não me senti completamente sozinha...- eles se encararam por alguns segundos em silêncio- AI MEU DEUS, SEU TIO, ELE JÁ CHEGOU? ELE MORREU?- Hans aparece rindo -Obrigada pela demonstração de afeto, Evangeline, me senti muito amado...- ele entra rindo em direção ao café recém passado -Chegou que horas?- Hans olhou para Christoff e ele deu de ombros, era mania dos dois nunca perguntar aonde foi, ou que horas voltou, ou com quem foi -Antes da senhora acordar, mãe...- Hans se senta na mesa e os dois riem -Perdão, sou deveras preocupada -A noite foi bem perturbada posso dizer, fui atrás do álibi para os jardineiros, entrei numa briga de bar, fui até o lugar o acidente do seu pai -Briga de bar?-Acidente do meu pai?- Os dois falam juntos -Sim e levei uma facada, mas foi de raspão, como se fosse tão fácil assim me matar- ele zomba -E o que descobriu?- Eva pergunta -Você tem um sério problema com ansiedade, menina- ele ri- já vou falar, mas antes tenho algumas perguntas, você estava no acidente com seu pai, certo? Você se lembra do que exatamente daquele dia?- ela olhou para os pés -Não lembro de muita coisa em geral, eu bati a cabeça e perdi parte da memória daquele dia...- ela se endireitou e começou a falar- eu me lembro do meu pai discutindo com meus tios, meu avô estava viajando, eu ainda não o conhecia, meus tios estavam falando muito alto e meu pai me pegou pela mão e na outra uma mala... -O acidente aconteceu ao leste de Londres, devia estar indo embora definitivamente...você se lembra pra onde ele estava te levando? -Gerty... -Quem é? -Eu não sei, ele só falava, a Gerty vai te ajudar, vai nos salvar...mas eu não faço ideia quem seja, e depois disso, eu lembro do carro capotando, lembro da minha perna machucada...- ela mostra uma cicatriz que tinha na panturrilha - lembro do meu pai me tirando do carro, e falando para eu correr porque tinha alguém atrás de mim..eu corri e não olhei para trás, não me lembro de mais nada, só lembro de acordar no hospital e encontrar o meu avô, desde então eu fujo do desconhecido, eu tento lembrar mas não consigo... -Ok temos algumas pistas, mas uma coisa, como que ninguém sabia desses pesadelos, além do seu avô? -Eu pedi que ele guardasse segredo, então ele fez revestimento nas paredes de alguns cômodos, os tornando antirruído- Christoff e Hans se entreolharam -Existe a possibilidade da adega ser também?- Eva olhou pasma para eles -Sim, ela também era..... -Agora sabemos porque tamanho esforço não foi audível. -Meus tios não mataram meu avô...não tem essa possibilidade mais -Porque? -Porque meu avô fez isso enquanto todos estavam fora, só meu quarto e a Adega é assim, eles nunca souberam disso.... -Hoje voltarei para a mansão quero interrogar seus primos, mas já temos alguma noção. Alguém chamado M é o principal suspeito, mas acredito que ele esteja mais ligado naquela casa do que fora, direi a eles que vocês tem algumas pistas e vocês tem o alvará da policia local para, vocês cuidaram disso e eu me encarregarei do caso do Edgar, fiquem de olhos e ouvidos atentos...e Eva, agora que está na equipe, quero que saiba, não questione meus métodos, e mesmo que pareçam absurdos, nada acontecerá sem que eu já soubesse ou eu mesmo não ter me colocado em tal situação, não se desespere e nunca saia do papel, quando acontecer algo que vocês forem pegos de surpresa eu direi, " CRIANÇAS EU SOU INOCENTE", saibam que tudo está no controle...e Eva querida, tem um detalhe no meu humilde plano que precisa da sua participação.....
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