Enquanto isso na mansão Hoffman....
Eva estava subindo as escadas devagar em direção ao seu quarto, ela encostou no corrimão daquela grande escada e duas memórias foram desbloqueadas naquele momento. A primeira foi quando Virgínia tentou joga-la escada a baixo por causa de uma boneca que Catarina tinha jogado fora e ela pegou para cuidar dela, depois que a deixou como nova Catarina a quis e ela não quis devolver, Virgínia veio em sua defesa com o intuito de jogar a menina escada a baixo mas quem acabou caindo foi ela, ela se lembrava perfeitamente dos gritos agudos de Catarina e ela se escondendo atrás do avô, os filhos lamentavam e Vans a pegou pela mão e os dois ficaram trancados em seu quarto durante 3 dias até que tuca acabasse, Vans conseguiu fazer com que ela não se sentisse culpada, Virgínia era c***l e seu objetivo era realmente jogar a menina da escada. A outra memória foi na mesma época, todos haviam deixado a mansão Hoffman com o intuito de fazer o pai sofrer então deixaram ele apenas com ela durante quase um mês, e creio que foram os melhores dias da vida dos dois, Vans era divertido e fazia escorregador de colchão na escada, ele fez a infância de Eva muito feliz apenas com aquele mês só os dois. - Eva engoliu o choro e passou a mão no corredor pela última vez antes de entrar no corredor dos quartos
-Sinto sua falta vovô....- uma lágrima se formou em seus olhos mas ela limpou rapidamente, ela foi até seu quarto e para sua surpresa Jonas estava lá, sentado encarando a penteadeira dela.- Oh sinto muito, não quis incomodar...
-Oh senhorita Bailey, eu que peço perdão..- ele se levanta
-Eu vim aqui para investigar o quarto, talvez encontremos alguma pista sobre o assassino do seu avô, ou do desaparecimento de Evangeline
-Se veio procurar algo para incrimina-la, está perdendo o tempo, ela jamais mataria meu avô...- ele se aproxima - E ela jamais fugiria assim....- ele fica ríspido
-Senhor Becker, sinto muito, não quis acusa-la, ela não está entre os suspeitos, se te consola, mas as vezes existem pessoas que colocam provas no quarto de pessoas inocentes para incrimina-las, por isso estou aqui...- ele respira fundo
-Fique a vontade, se não se importar de eu ficar aqui....- ele volta a olhar para a penteadeira - É o único lugar que se aproxima da palavra lar para mim..
-Se quiser conversar, estou ouvindo, faz parte do meu trabalho não apenas interrogar mas saber como as vítimas e envolvidos do caso estão.
-Não quero lhe infortunar, Senhorita Bailey. Só me sinto muito só sem ela aqui, não sou apenas apaixonado por ela como deve saber srta. Bailey, ela era a única que me via como gente, uma pessoa normal. Meu tio me vê como o herdeiro que ele não teve, tenho muita responsabilidade sob meus ombros que não me pertencem, minha mãe me vê como um cristal que pode se partir a qualquer momento, meu pai me vê como um estorvo, um desajustado, meu avô me tratava como um neto comum, as vezes me dava £5 para comprar doce apesar da minha idade, e ela...- ele suspirava- me tratava como eu imaginava que um amigo próximo me trataria se eu tivesse um, até isso meu tio me proibiu de ter, "amigos são uma perda de tempo, quando fechar os olhos eles lhe apunhalarão"- ele imitava Haron
-Talvez ele estivesse falando de si mesmo..- Jonas riu
-Me diga senhorita Bailey...
-Ava, pode me chamar de Ava...
-Certo, Ava...como é sua relação com seu primo, Christoff? Sei que são primos distantes, mas existe algum tipo de sentimento? -Ava se lembrou de seus momentos com Christoff e não conseguiu mentir para Jonas, ela olhou para seus pés e sorriu para ele que retribuiu -Entendi o que quis dizer...- ele riu- então sofremos pelo mesmo m*l?
-Como?
-Nos apaixonamos por um primo, que nunca nos corresponderá? - ele riu - Ao mesmo tempo que ela era doce e gentil, era fria e arrogante, sempre usou meu avô como um escudo protetor, como um lugar para se proteger, um abrigo....Eu vi Ava, eu vi seus olhos quando ela o viu no escritório, ela chorou antes de todos, ela gritava e esperneava, eu vi o desespero em seus olhos, como se ela fosse a próxima, entende? Era difícil chegar perto dela, ela inalcançável posso assim dizer...- Ava parou para refletir um pouco e viu que Jonas a via como ela via Christoff, alguém bom, mas inalcançável. Eles era mais parecidos do que ela imaginava.
-Ele me faz me sentir viva, Jonas...- ela tomou a palavra ainda usando seu sotaque- Me faz me sentir como alguém útil, passei a vida toda sendo protegida como um boneca de porcelana...mesmo que não pareça muito com uma...-ela zomba de sua aparência de Ava- E trabalhando com Tio Hans, mesmo ele sendo mais meu primo que Christoff, eu acho que encontrei minha vocação sabe? Eu realmente sou muito boa no que faço....Mas eu me sinto assim, como você, ele consegue fazer as minha pernas ficarem bambas só com um olhar....-ela ri- Para que dizer mais? Ele me odeia...- ela ri novamente e seus olhos começam a ferver- Ele disse que me ver longe, ele sonha com um caso apenas para ele, e esse era a sua chance até que eu...cheguei....
-Continue a falar senhorita Ava, imagino que assim como eu não tenha ninguém para expor o que sente, eu falava com ela e agora sem ela, eu venho aqui e olho para a parede e falo, finjo que ela está aqui e digo tudo que me mata...
-E o que te mata, Jonas?- ele respirou fundo
-O desprezo do meu pai, ele nunca me dá um sorriso se quer, sua única aproximação é no jantar que se senta ao meu lado, ele nunca me quis...em compensação meu tio Haron quer ocupar a posição do meu pai. Ava eu não quero herdar as empresas Hoffman, eu não quero assumir os negócios da família, eu quero sair daqui, me sinto sufocado, meu tio não me deixou ter amigos ou namoradas, e desde que ele me viu beijando a Eva ele me fala tanta coisa...- ele balança a cabeça como se quisesse que aqueles pensamentos saíssem da li sozinhos- Ele fala tanta coisa que me sinto m*l em ama-la, nunca contei isso a ninguém, mas após a leitura do testamento do meu avô e eu ter a certeza de que Evangeline está segura e longe daqui, eu vou sumir....desaparecer, como fez o irmão do meu avô, Vladimir.
-Mas eu pensei que a amasse...- Jonas a olhou
-Eu a amo tanto que depois de escutar as Barbaridades que meu tio me disse....Rejeito usa-la daquele modo. Mas não posso dizer isso a ele, então peço sua discrição
-Pode contar com meu silêncio, mas desculpe perguntar...
-é melhor eu não dizer...- ele sorri - Mas já tentou conversar com ele?
-É difícil lidar com alguém que é praticamente um eremita, Jonas...- ele ri de verdade. m*l sabiam eles que Christoff tinha acabado de se encostar do outro lado da porta naquele momento, ele escutou risadas vindo do cômodo e se questionou o que poderia estar acontecendo - Eu tento ser o mais séria possível, ele é irrepreensível, quando acho que estamos tendo uma boa relação ele me da um soco no estomago e me coloca de volta para a realidade
-Ele te bate no estomago?- Jonas se assustou e ela riu
-Não, não, modo de falar...- ela respira fundo- Eu queria ficar sabia? Eu queria ficar aqui com ele e com Tio Hans, mas logo voltarei para casa, e irei tentar seguir minha vida, sozinha....- ela ri- afinal eu sempre achei que ficaria sozinha, todos ao meu redor vão embora ou morrem...- ela ri- meus pais, minha avó, todos meus parentes próximos, com eles e realmente me sinto como um m****o de uma família...Mas eu não sou...E mesmo eu quero ficar, eu estou cansada de sofrer, Jonas, cansada e ver todos partirem, talvez recomeçar em um lugar novo....não sei, a vida me parece melhor se eu estiver longe de tudo.... Você conseguiria mesmo ficar longe da Evangeline?
-Você conseguiria mesmo ficar longe dele?- Jonas rebate
-Touché- eles riem - Mas sim conseguiria, afinal, sou uma Becker e os Becker se não muito bem sozinhos....
-E eu sou um Hoffman, se não for do meu jeito, eu....-ele passa o dedo na garganta simulando que mataria alguém, Ava ri
-Devia estar cuidando do lugar...- ela se levanta- vou começar o meu trabalho se não o senhor E...Me manda para o pior lugar da Inglaterra- Jonas esperava que ela disse qual era o lugar e ela riu- o quarto do seu tio Haron, uahaha- Jonas riu
-Eu preciso deixa-la -ele se levanta- precisa fazer seu trabalho, obrigada Ava..- ele beija sua mão e Eva fica arrepiada- Levantou meu astral, precisava desabafar com alguém...
-Disponha Jonas, se precisar de mim sabe onde me encontrar- ele sorri
-Com licença...- quando ele abriu a porta Christoff apareceu- Sr. Becker- ele faz um aceno com a cabeça e olha pela última vez para Ava e da uma rápida piscada
-Jonas.- Jonas parte e Christoff entra -Imagino que já tenha terminado seu trabalho Ava, já que consegui ouvir as risadas do outro lado do corredor
-Você estava escutando atrás da porta?- Christoff revirou os olhos
-Quem acha que eu sou?
-Alguém possessivo e arrogante....- ele se aproxima- Eu examinei 3 cômodos e você ficou aqui batendo papo....Então se quer tanto ser útil, espero que seja com mais rapidez, querida prima.- ele falava com um tom muito irônico e cheio de ciúmes, quando Eva ia abrir a boca Christine entrou no quarto desesperada
-Christine? O que posso ajudar?- ela arruma o b***o e limpa a testa
-Acabei de chegar, eu vi quando meu filho Jonas saiu daqui então preciso falar com você senhorita Bailey, e o senhor Christoff como testemunha. Não quero que se aproxime do meu filho, se não for algo profissional, meu filho é comprometido e irá se casar em breve, e não lhe cairá bem se souberem que anda tendo conversinhas com homens compromissados.- ela ameaça discretamente Ava, e ela e Christoff se entreolham
-Perdão?
-Ele vai se casar com a Bast....-ela engole o orgulho- a minha sobrinha Evangeline, ela está em seu retiro, mas quando voltar se casará com Jonas...- Eva não podia acreditar naquilo
-Mas ela não é de menor?
-Sim, mas meu irmão Haron é o tutor dela, então a concedeu casamento para meu filho que está muito apaixonado, não entendo no que, mas tudo bem, ele que decide..- ela sorri maliciosamente- Querida só contei isso para não criar expectativas com meu filhinho, ta bom? Bom trabalho para vocês...- ela sai e fecha a porta
-Me tira daqui...-ela agarra a manga da blusa de Christoff- por favor, eu não posso continuar aqui....eu...ela vai ser vendida? ELA VAI SER DADA ....-ela tremia
-Não terminamos aqui
-Volte outro dia se quiser, eu vou embora, que se dane a herança....se eu ficar eu estarei perdida, Christoff..- ela derramou lágrimas - Esse era o plano o tempo todo, eu não posso ficar com ele assim, não nessas condições...
-Perai, então se não fossem nessas condições...você ficaria com ele, Ava?- ela olha para Christoff sem acreditar no que tinha dito
-Me tira daqui, ou eu vou embora sozinha...-ela fala entredentes ignorando o comentário indevido de Christoff
-Vamos, voltaremos amanhã, antes da volta do meu tio a tarde....- Eva sai da li sem o esperar e esbarra em Joceline na escada
-Menina está bem?- ela fala preocupada
-Joceline, obrigada por tanta bondade, mas acabei de ter uma crise de ansiedade e Christoff está me levando para casa, não estou bem...
-Oh menina, vá antes que comece a chuva...fique bem
-Se importaria se amanhã...eu- ela concordou
-Claro, fique tranquila, os livros não irão a lugar nenhum....- ela sorri gentilmente e assim que vê Christoff se aproximando, ela sai com rapidez e entra no carro. Ela preferia ignora-lo do que enfrentar o que havia acabado de acontecer.