Capitulo 32

1086 Palavras

Engoli a saliva, afastando a imagem do Golias da mente e focando no soldado dele. Deslizei a minha mão delicada, cheia de joias, pelo braço musculoso do Tubarão, sentindo a dureza do músculo tenso sob a pele preta e suada. Respirei fundo, forçando a expressão mais angelical e submissa que eu conseguia compor, a mesma cara de c****a dócil que a minha irmã devia usar para domar aqueles animais. — Você é um homem muito obediente, Tubarão... — sussurrei, a voz aveludada, mansa, subindo aquele tom de provocação camuflada de fragilidade que eu sabia perfeitamente que desarmava e confundia qualquer homem. Caminhei mais um passo, quase roçando no fuzil dele, e olhei de relance para a pequena janela de zinco, apontando para o emaranhado caótico de fios elétricos e lajes que compunham aquele labir

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