A porta do quarto ainda vibrava levemente pelo impacto quando Beatrice encostou as costas nela. O som seco da madeira batendo ecoou mais alto do que deveria, como se denunciasse o que ela tentava esconder. O silêncio do corredor contrastava com o caos dentro dela. O ar parecia pesado. Difícil de respirar. Difícil de engolir. Ela não sabia se estava mais furiosa com Luca, com o pai… ou consigo mesma. Não sabia se chorava pela antecipação do casamento ou pelo fato de que, em algum lugar muito profundo, o que mais a machucava era não ter sido consultada. Ela não era uma decisão. Não era um prazo. Não era um acordo. A batida veio suave. — Bea… sou eu. Siena. Beatrice abriu a porta sem responder. Bastou um olhar para que Siena entendesse que não precisava de explicações. Ela entrou e

