Capítulo 4 - Entre regras, silêncio e Sangue.

954 Palavras
A semana seguinte de Siena foi regida por muitas vozes, menos a dela. Tudo era decidido por outras pessoas, tudo era controlado. A cada, sentia-se mais exausta e incapaz d e opinar sobre qualquer detalhe do casamento. Apesar de tímida, sabia que a cerimônia precisava ser grandiosa. Todos aliados do seu futuro marido estariam presentes, e nada poderia sair do controle. Qualquer falha poderia trazer consequências. Siena ainda não conseguia acreditar totalmente que Vittorio não lhe faria m*l. O olhar dele era difícil de decifrar, sempre sério, sempre atento, e a impaciência com os outros era visível. Sua privacidade vinha sendo respeitada. Não houve qualquer tentativa de levá-la para a cama, nenhum toque indevido. Ainda assim,’o modo como Vittorio a olhava a deixava nervosa. Ele a despia com os olhos. Mesmo inexperiente, Siena sabia quando estava sendo desejada e isso a assustava. Passou a evitá-lo, mantendo distância sempre que podia, para proteger o próprio corpo… e o coração. Apesar disso, a convivência naquela primeira semana foi melhor do que ela esperava. Foi essa relativa tranquilidade que lhe deu coragem para pedir algo. Bateu à porta do quarto dele. - Entre - disse Vittorio. Siena entrou apenas o suficiente para ficar próxima à porta. Não queria avançar, nem dar espaço para que ele invadisse o seu quarto depois. O quarto de Vittorio era tão amplo quanto o dela. Organizado, sóbrio. Uma varanda permitia a entrada da luz natural, algo que ela adorou. Por um instante, pensou que talvez não fosse tão r**m dormir ali… afastou o pensamento rapidamente. - Vittorio, eu queria te pedir algo… se não for incomodo. Preciso de ajuda com os preparativos do casamento. - Temos vários funcionários na casa. Pode escolher quem quiser - Não é isso. Eu gostaria de ver minha irmã e minha amiga de infância, Isabela. Faz anos que não as vejo. Elas poderiam ficar aqui nessas semanas que faltam? Eu cuidaria de tudo. Ele a observou por alguns segundos antes de responder. - Tudo bem. Vou falar com o marido da sua irmã, ele está resolvendo negócios por aqui. - Muito obrigada… de verdade. Eu nem sei como agradecer. - Eu sei - respondeu ele, com um sorriso lento, carregado de intenção. - Eu te dei algo… e você precisa me dá algo em troca. Siena sentiu o corpo gelar. - Mas… nós não podemos. Ainda não somos casados. Não quero que seja uma troca. Vittorio riu baixo. - Por Deus, Siena. Não estou pedindo que se deite comigo. Você será minha esposa. Jamais a desrespeitaria assim. Quero apensas sair com você, pra ficamos mais à vontade, duas vezes por semana, até o casamento. Como um casal se conhecendo. Ela soltou o ar, aliviada. Aquilo não era o que ela esperava. Sempre ouvirá histórias sobre homens da máfia: casamentos forçados, agressões, infidelidade. Até ali, além da obrigação do casamento, ele não a havia forçado a nada. - Tudo bem… como devo me vestir? - você não precisa de muito para estar linda. Mas use um vestido longo. Vamos jantar em um dos nossos restaurantes. Esteja pronta às dezenove. Ela não se deu o trabalho de perguntar se ele realmente a achava linda e porque disse “Nossos”. No quarto, Siena organizou tudo para receber a irmã e a amiga no dia seguinte. Depois, tomou um banho demorado, como um ritual, lavou os cabelos, cuidou da pele, tentou acalmar a mente. Escolheu um vestido longo vermelho, todo liso de cetim, e com um pequeno decote, nada extravagante, não queria aborrecer o futuro marido. A maquiagem leve, o salto fino e elegante. Quando desceu as escadas, Vittorio a aguardava. Ele vestia um camisa social preta, mandavas dobradas, alguns botões abertos no peito, calça de alfaiataria e saltos sociais, nas mãos, um buquê de rosas vermelhas. Siena ficou sem fôlego. Ele estendeu a mão, entregou o buquê e a conduziu até o carro. O caminho foi silencioso. No restaurante, Vittorio percebeu os olhares lançados a Siena. Mesmo de salto, ela ainda parecia pequena ao lado dele. O ciúme surgiu forte, mas ele se conteve. Prometerá a si mesmo conquistar a confiança da sua futura esposa, não esfregar a noite. Ela estava perfeita demais para ter a noite arruinada. Durante o jantar, Siena falou bastante. Vittorio descobriu que ela era falante quando se sentia à vontade. Por instante Vittorio teve a impressão que ela realmente o queria ali. A noite foi agradável. Comeram bem, conversaram, beberam vinho. Uma unia taça foi suficiente para deixá-la alegra demais. Vittorio decidi encerrar antes que aquilo se tornasse um problema. Enquanto ele resolvia algo rapidamente no restaurante, pediu que Siena aguardasse. Foi quando um homem se aproximou. O olhar dele era sujo. Siena, mesmo um pouco alterada, tentou de afastar. Quando ele segurou seu braço com força, ela reagiu, dando-lhe um t**a. A agressividade dele aumentou. Ele a puxou com passou a língua em sua bochecha. - Nunca vi uma p.u.t.a tão brava como você - disse o home com um tom ameaçador. Siena gritou. Não demorou muito para Vittorio aparecer. Ele a arrancou das mãos do homem, e sem hesitar, sacou a arma. O disparo ecoou. Um tiro direto na testa. O homem tentou falar, ao reconhecer Vittorio - tarde demais. Siena viu tudo. E desmaiou. Vittorio a pegou no colo e a levou para o carro. Quando acordou, já estava chegando em casa. Assim que recobrou totalmente a consciência, a primeira reação foi tentar se afastar dele. Medo tomou conta dela, o desespero estava evidente, o choro saiu involuntariamente. Como ele pôde m***r alguém de forma tão fria? E pela primeira vez, Siena teve medo não apenas do mundo ao redor… mas do homem quem em duas semana seria seu marido.
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