Elevador, Fome e a Revolta das Grávida!

2291 Palavras
“... Que tal relembrar o passado, mas quem disse que eu queria isso... Você é tão gostoso que eu não resisto...”      TENTEN POV’S ON   Eu estou gostando da casa da Ino, pena que o chato do meu vizinho está me seguindo. Por que ele ta em toda parte? Eu não suporto mais isso, todo dia a mesma coisa, ter que dar de cara com ele, aquela cara linda de anjo, com aqueles cabelos lisos e sedosos caídos por aqueles ombros fortes, ai aquele corpo tão bem feito, aquela barriga tanquinho, aquelas coxas grossas. OPA parei, já chega se não eu derreto todinha agora. Vou em casa agora, esqueci uma coisa e tenho que ir buscar, mas não to muito a fim de pegar um busão, as meninas saíram, oh vida ingrata! Saí de casa e imagina com quem dei logo de cara. Acertou quem falou... - Neji! - Oi bonequinha importada. Vai pra onde? - Desde quando eu lhe devo satisfação? – Disse toda arrogante, eu to ficando é m*l-educada andando com essas meninas - Calma gatinha, eu só fiz uma pergunta. - Ah... - Se quiser eu te dou uma carona. - Sério? - É, vamos. Mas a gente vai de moto. Tem problema pra você? - Não, tudo bem. Vamos! - Espera aí, já volto. Ele saiu e eu fiquei lá esperando. Ainda to estranhando ele ser bonzinho comigo, mas cavalo dado não se olha os dentes, é isso que a Ino sempre diz. Não demorou muito e ele voltou, olhei pra ele, vi o tamanho da moto e fiquei com um frio na barriga, uma sensação estranha me veio, mas eu vou assim mesmo. Eu já falei que o Neji é apaixonado por motos e velocidade? Pois é... - Vamos? - Ta bom. Eu subi com medo, sou meio bobona e tenho medo de cair ou sei lá. Acho que é de família ter medo das coisas, minha mãe não gosta de admitir, mas ela é a pessoa mais medrosa da face da terra, mas mesmo sendo medrosa, ela ainda é maluca. Ele estava indo bem rápido, tenho certeza que é de propósito só pra me assustar mais. Aiai, de vez em quando ele fica dando umas empinadas e quando a gente finalmente estava chegando ele deu uma derrapada e parou. Meu coração quase saiu pela boca. - Pronto bonequinha, chegamos. – disse calmo quando chegamos de frente ao prédio. - Ai meu pâncreas. – foi a única coisa que consegui falar. - Ficou com medo? - Não magina, sou piloto de rali.. – Disse toda sarcástica - Calma gatinha. - Eu to calma. - To vendo. - Vamos entrar logo. Nós entramos e fomos até o elevador, ah sim, aquele elevador, quando a gente se conheceu, isso me trás tantas lembranças engraçadas, não são boas, mas também não são ruins, foi legal o tempo que passei aqui nesse prédio, o Brasil, aqui tudo. É bom ter amigos divertidos e uma galera maluca para andar, bom pelo menos eles não são todos cantores de ópera, nem uns velhos chatos e com bengalas. - O elevador, faz tanto tempo que a gente não pega ele junto.. – Comentei - Faz mesmo, você ficou traumatizada. – ele ria que nem um guaxinim com hemorroida. - Aquilo foi um horror, mas até que eu gostei, ficar aqui do seu lado, foi tão bom. - Nossa, é a primeira vez que você fala alguma coisa que me agrada. - Não precisa esculachar. - Calma morena. Ele se aproximou de mim e eu senti que ele ia me beijar, eu até fechei os olhos, mas bem quando eu já estava sentindo sua respiração perto da minha, a porta do elevador se abriu e uma mulher entrou. Nos interrompendo. Nos separamos na mesma hora. - Ah. Eu não queria atrapalhar..- Ela disse meio envergonhada - Não atrapalhou nada, não estávamos fazendo nada demais. – falei rápido bem nervosa. - Bem... É normal acabar pegando um casal tranzando no elevador. - Não íamos tranzar aqui! Alias nunca vamos tranzar em lugar nenhum, nem somos um casal! – Falei tudo de uma vez, eu estava nervosa, pois já tinha visto alguns casais fazendo isso no elevador - Ah, tudo bem então, se você ta dizendo... Fiquei emburrada o tempo que fiquei lá dentro, finalmente chegou no meu andar e nós saímos, graças a Deus, aquela mulher ficou nos olhando o tempo todo, o mais estranho é que o Neji não se importou e ainda por cima ficou abraçado comigo, aí a mulher não vai acreditar em mim mesmo. Fiquei de frente ao meu Apê, aleluia, eu estava precisando ir em casa logo, deve ta uma bagunça enorme aqui. Abri a porta e até que estava tudo arrumadinho do jeito que eu tinha deixado. O Neji também entrou, de intrometido. - Pega logo e vamos. - Deixa de ser apressado, parece que nasceu de 7 meses. - Ligeira menina. - Calma moreno. Eu fui pegar o que eu que tinha buscar, arrumei tudo em uma mochila, demorei só uns 15min. mais ou menos, mas acho que para o Neji foram horas de espera, isso daí não tem paciência. - Tudo pronto, podemos ir. - Eu não ganho nem um beijinho pelo favor? – fez até biquinho, não faz biquinho, eu não resisto! - Não. - Então eu te deixo aqui e você vai ter que se virar pra voltar pra casa da Ino. - Aqui é a minha casa mesmo. - Eu posso trancar você aqui dentro. - Não ousaria. - Testa pra ver. – falou todo ousado olhando nos meus olhos. - Ai eu te odeio. - Eu to brincando meu amor, se eu quiser um beijo seu, é só ir e te beijar. - O que te faz pensar que eu deixaria? - Você não precisa deixar. Ele veio e me beijou, me beijou com força e vontade, acho que nunca tive um beijo desses, é tão bom quando ele faz isso, vem e me beija, me faz sentir nas nuvens, eu me derreto todinha por ele, com esses beijos ferozes e deliciosos, ele me enlouquece. Continuou no ritmo até que senti suas mãos pela minha b***a e subindo pelo meu corpo, senti quando ele enfiou a mão na minha blusa. Mas não posso. - Para! – gritei o empurrando. - O que foi? – ele me olhou confuso. - Já chega. - Ah é, eu tinha esquecido, você ainda é virgem. – fez cara de desgosto. - Você tem que entender que ainda não estou pronta pra isso, não faça mais isso, eu não quero. - Tem certeza que não quer? - Tenho sim, não faça mais isso. - Se é isso que você quer. - É sim, por favor. - Vamos logo embora. - Ta bem. Peguei minha mochila e pus nas costas, descemos de elevador, e senti que ele estava meio sem jeito, eu também estava, aquilo foi o mais perto que já cheguei, não posso fazer isso, não ainda, mas sei lá, ultimamente tenho sentido tanta vontade, todas as minhas amigas já fizeram menos eu, fiquei até sabendo que elas fizeram com seus vizinhos e olha que se odeiam, odeiam nada, aquelas lá se amam, de um jeito diferente, mas se amam, e a Tema ta grávida, sei lá é estranho, do vizinho dela. Não sei o que faço, estou tão sem jeito que nem tive mais medo da moto e nem notei que estávamos em alta velocidade. Finalmente chegamos na casa da Ino, eu desci e dei um tchauzinho, eu ainda estava sem jeito, mas o que não entendi foi que, ele me deu um selinho como se a gente namorasse ou estivesse ficando, não entendi, mas fazer o que né? _xXx_   SAKURA POV’S ON   Eu não suporto mais, estamos na casa da Ino faz três dias e eu já estou subindo pelas paredes, tudo o que eu queria era sossego, mas nem isso ele deixa, meu maluco vizinho, ele não me largar, às vezes acho que ele pensa que é meu pai ou irmão, sei lá, mas ele é muito protetor. Mas tem uma coisa que ta me incomodando, ele ta estranho ultimamente, tem estado distante, desde aquele dia que a gente tranzou na minha casa, ele me olha de forma diferente, me vê mais como um pedaço de carne, fica de olhos vermelhos e já estou vendo a hora ele me atacar no meio da rua e me comer a força. Se bem que eu nem ia resistir.   Eu estava tão tranquila na janela, até uma condenada vim me incomodar. - Sakura! Tem visita pra você lá em baixo! – Ino invadiu gritando - Quem é? - Sei lá, é um gatinho. Ta pegando bem hein Sakura! - Nam bixinha eu vou ver quem é! Eu desci toda animada, achando que era algum ex peguete que tinha vindo me ver, mas essa casa nem é minha. Nam! Quem é o detetive? - Sasori? – Me assustei - Maninha! Quase que não te acho! – Ele veio me abraçar - O que ta fazendo aqui? - Desse jeito parece até que não queria que eu visse te ver. É assim que você recebe o seu irmão? – Ele fez até biquinho - Ain, desculpa... - Ta tudo bem. - Então. Por que você veio me ver? Alguém morreu lá em casa? - Não! Ainda não, mas na verdade a mamãe me expulsou de casa. - Por quê? - Nada demais... Eu sem querer engravidei uma garota... E sabe comé né? – Falou todo nem sem jeito - Seja bem vindo ao grupo..- Shikamaru disse enquanto passava com uma garrafinha de água na mão - Você o que? Seu i*****l, e o que você fez? Quer dizer e a garota? - Eu nem pensei nisso olha, na verdade eu nem me preocupei com ela. - Seu i****a. Você vai agora voltar pra cidade dela, vai até a casa dela e vocês dois vão conversar e se entender. Não dá pra você vir morar comigo, eu já sai de casa pra não morar mais com ninguém. Você vai agora entrar no seu carro, dirigir até a casa dela e quer saber? Casa com ela que é melhor! - Mas... - Nem mais nem menos. Vai agora Sasori, eu não quero saber de discussão, você sabe como as coisas têm que ser. Isso é o certo a ser feito. Então vai agora! - Quer saber? Você ta certa! Eu vou e quando eu chegar lá vou pedir ela em casamento. - Isso! Vai lá! Boa sorte maninho e boa viajem! Vou ta aqui esperando o convite. Beijo! – Dei um abraço e me despedir   Ele saiu. Nossa foi rápido, eu sei manipular uma pessoa, Haha! Eu me amo bem. Sou de tipo de pessoa que leva na rédeas curta.   - O que foi isso que eu nem vi? – Ino disse abobalhada - Nada demais, apenas eu discutindo com meu irmão, você me conhece né! - Você é uma doida! - Eu sei disso! - Nossa, mas você foi meio c***l com sei irmão, o cara tava todo nervoso. - Ino minha amiga, as vezes eu acho que você é burra. Você por acaso pensava que eu ia sustentar um marmanjo daquele tamanho na minha casa? - Érrr... Ah... Me deu uma fome agora! Ta a fim de um bolinho com refri? - To faminta. Eu adoraria um bolinho!   Fomos até a geladeira. Ino procurou dentro, fora, em cima da pia, no chão, na mesa, em todo canto e nada do bolo. Essa doida andou a casa toda atrás desse bolo. - Ele tem que ta em algum lugar, em comprei ontem. Fomos em todos os cantos da casa atrás desse bolo. Até chegarmos no banheiro. - Temari! – Nos assustamos ao encontrarmos Temari toda lambuzada com chocolate, abocanhando o pobre bolo escondida debaixo da pia - Temari. O que você ta fazendo aí? – Perguntei - Quer um pedaço? – Falou de boca cheia - Por que você ta comendo no banheiro? - Eu to me escondendo do Shikamaru. Ele não me deixa comer esses coisas, só porque ta fora da dieta que eu tenho que seguir durante o pré-natal. - Isso é deprimente. - Não contem pra ele. - Eu sou numa padaria. Vem comigo Ino? - Vou sim. Temari vai querer alguma coisa? - Sim, me tragam 2, não, 3 coxinhas, uma barra de cereal, um bolo, morangos e um refrigerante sem dieth. To querendo manter a forma. - Só se for em forma de bola. - Vão logo, vou ficar esperando, se eu não tiver aqui, vou estar lá no quarto. Vão logo! - Ta bom. Já vamos. __xXx__   A gente tava saindo da padaria, ainda não sei como é que a Temari vai comer tudo isso. Tem tanta coisa aqui, ela deve ta furada só pode ser. Pra mim eu só comprei um pastel e a Ino só quis uma coxinha. A fome ta pouca, bem que a Temari poderia emprestar um pouco de apetite. Mulher grávida é fogo, ela come o tempo todo, to ficando até com pena do Shika, ele sai direto pra comprar coisa pra ela. Toda noite ela liga de madrugada atrás das coisas mais estranhas do mundo. Ontem ela pediu língua de boi com doce de melancia. O coitado demorou uma hora voltar e quando chegou com o que ela pediu, ela ainda teve coragem de dizer que não queria mais. Maluca, maluca! Fiquei com pena dele gente. Bem, mas ele fez o filho, ele que agüente. Eu nem vou me meter com aqueles dois, afinal todas nós temos nossas cruzes. Ela que “mate o seu vizinho”.  
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