Dante voltou na madrugada, exatamente como havia prometido a Helena. A casa estava silenciosa, mergulhada naquela escuridão tranquila que só existe quando todos dormem. Ele entrou em seu quarto primeiro, tirou o terno que vestia, cada peça pesada carregando o cheiro forte de sangue, metal e vingança, o rastro da noite que tivera. O banho veio como uma tentativa falha de purificação. A água gelada despencava por seu corpo, percorrendo cada músculo rígido, mas não era capaz de lavar o fogo que ainda queimava sob a pele. A imagem de Helena, seu toque, seus gemidos, sua entrega… tudo aquilo pulsava dentro dele com uma força que nenhum banho gelado seria capaz de apagar. E por um breve instante, Dante se pegou quase rindo. Ele, o homem mais temido de todo o território, completamente desestrut

