Mergulhando em um mar de dúvidas.

1305 Palavras

Nos dias que se seguiram, Helena passou a observar melhor a rotina da mansão. Antes, ela não percebia, talvez porque não quisesse enxergar o que realmente acontecia ali. Agora, cada canto parecia falar com ela, como se as paredes guardassem segredos que ecoavam no silêncio. Duas vezes por semana, faxineiras surgiam como sombras, deixando o lugar impecável, mas sem pronunciar uma única palavra. Nem mesmo trocavam olhares com Helena. Eram como bonecas programadas apenas para limpar, e desaparecer logo em seguida. Aquilo a incomodava. Por que todas agiam como se ela não existisse? Começava até a acreditar que não existia mesmo ali naquela mansão. Do lado de fora, seguranças faziam ronda constante. Homens altos, de roupas pretas e olhares duros. Todos usavam fones auriculares ligados a al

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