8-Inteligente e bonita - 1

965 Palavras
Bobbie estava a caminho de volta do escritório que eles tinham alugado no hotel, para sua estadia de duas semanas, à noite, grata por não ter encontrado Olivier, depois de voltar do restaurante temático para crianças. Ela parou no saguão e pegou uma garrafa de água no balcão e girou a tampa, enquanto, lentamente, seguia em direção ao elevador. Estava cansada. As crianças estavam todas dormindo e Prue estava sentada com elas até terminar de fazer várias alterações em alguns documentos e imprimi-los no centro de trabalho. Ela encostou a garrafa gelada no pescoço e suspirou. Foi uma noite longa e, embora ela não tivesse contado a ninguém sobre Olivier estar no hotel, ela estava rezando para que fosse apenas uma coincidência. Ele não poderia estar hospedado aqui, independentemente do fato de ter socado a suíte presidencial no elevador. De repente, seu braço foi agarrado e ela foi arrastada pelo saguão, de volta ao escritório, de onde acabara de sair. "Que diabos está acontecendo?", ela puxou o braço para longe do aperto de Olivier e o encarou, "Tire suas mãos de mim. Quem você pensa que é?", sua garrafa de água rolou pelo chão do quarto, enquanto ela se afastava dele.  Olivier pegou a pasta e a deixou cair na mesa atrás dela. "O que você está fazendo aqui?", ele a olhou incrédulo. Estava olhando como se estivesse alucinado. "Trabalhando", ela fez uma careta e o observou de cima a baixo, percebendo que ele devia ter acabado de sair de algum lugar chique com seus sapatos polidos, suas calças perfeitamente ajustadas e a camisa e o paletó.  Estava bonito. Muito bonito. Ela devia ser uma i****a por achar um traficante de pessoas sexy pra caramba. Concluiu que devia ser uma tola. "O que você faz?" "Você está brincando?", ela tentou passar por ele, mas Olivier bloqueou sua saída do quarto. "Olivier, me deixe passar." "Roberta, isso é tão estranho. Eu vi o Darian hoje de manhã." "Quem?" "Darian", ele acenou as mãos expressivamente, "O segurança." Ela fez uma careta e depois fechou os olhos. "Ah, meu cavaleiro branco. Esqueci que o nome dele era Darian." "Sinto muito, Roberta." Ela fez uma careta para ele outra vez. "Por me traficar? O que você quer, Olivier? Quer que eu fique calada? Estou calada. Não tenho intenção alguma de ir à polícia. Eu prometo", ela sentiu o primeiro lampejo de medo desde que ele a arrastou para o quarto, "Posso ir, por favor?" "Não", ele protestou, "Eu nunca te trafiquei", ele passou, frustrado, os dedos pelo cabelo, "Eu pensei que você tinha ido embora com o Darian." "O quê?" "Darian me contou hoje o que aconteceu naquela noite. Durante quase nove anos, eu pensei que vocês dois tinham fugido juntos." "Você achou que nós tínhamos fugido juntos?", ela empurrou com força o peito dele, "Seu amigo tinha nosso contrato e me mostrou onde você me passou para a frente, onde você me trocou. Darian me protegeu de ser estuprada e traficada, e você tem a coragem de ficar aqui, parado, e me dizer que achou que eu tinha fugido com seu segurança?" Bobbie começou a passar por ele furiosamente, mas ele a agarrou e a girou. Sua mão estava firme em seu pulso e, apesar de ela puxar, ele não a soltava. "Você vai me ouvir?" "Não! Por que diabos eu ouviria um traficante de s**o assustador?" "Eu não te trafiquei!", ele amaldiçoou em francês entredentes, "Chérie, eu não teria feito." Ela o interrompeu, agitando os pulsos. "Eu conhecia o esquema", ela jogou algumas das últimas palavras que ele já havia dito para ela de volta para ele, "Sejamos honestos, uma p********a mais experiente ficaria emocionada em assinar por mais um mês e receber o grande pagamento." "Você não era uma p********a!" "Do que você chama uma mulher que é paga para t*****r?" Ele fechou os olhos como se estivesse tentando, desesperadamente, controlar sua raiva. "Você não pegou todo o dinheiro", ele disse de repente, "Por quê?" "Faltavam cinco dias e o suficiente para cobrir as ervilhas do Bernard, o bastardo, que ele precisaria para o chute nos testículos." "É um nome adequado, se é que já ouvi um", ele cuspiu. "Olha, prometo que fiquei calada todo esse tempo. Não vou falar com a polícia." "Eu não dou a mínima se você falar com a polícia! Eu adoraria que você falasse comigo", ele suspirou de repente, "Me diga, para onde você foi? Você fugiu do Bernard. Para onde você foi?" "Não é da sua conta." "Chérie." "Não me chame assim!" "Tudo bem, Roberta." "Meu nome é Bobbie, idiota." "Por que você está tão hostil?" "Por que você transferiu meu contrato para seu amigo? Acho que tenho o direito de estar hostil!" "Eu não transferi esse maldito contrato. d***a, eu odiava aquele contrato! Odiava tudo nele!", ele jogou as mãos para o alto, claramente tão frustrado quanto ela, "Eu adoraria sentar e conversar." Ela o encarou, odiando-se por considerar isso por meio segundo.  "Não, não tenho nada a dizer para você. Você precisa me deixar em paz." "Roberta," ele tentou novamente, "Por favor, venha tomar uma bebida comigo e podemos conversar. Se depois de conversarmos, você nunca mais quiser me ver, então deixarei você ir embora sem questionar. Só quero te tranquilizar de que não tive envolvimento nas ações do Bernard e da Cleo, naquela época." "Eu não acredito em você", ela desviou o olhar da intensidade do dele.  O que isso dizia sobre ela, quando Bobbie, desesperadamente, queria acreditar nele? Se jogar nele, abraçá-lo e perguntar se ele se importava com ela naquela época? Dizer a ele que tinha dois filhos, dormindo cinco andares acima e perguntar se ele queria conhecê-los? De repente, seu telefone tocou e ela o pegou rapidamente, grata pela interrupção. "Nana, está tudo bem?"
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR