Passaram-se um dia, dois, e nada de Frederico entrar em contato comigo. Nenhuma mensagem, nenhuma ligação. A espera me corroía, mas Saimon, aparentemente, não se importava. Ele tinha o controle absoluto sobre tudo em minha vida, sobre cada movimento, cada pensamento. Eu estava sempre sendo vigiada, e ele parecia saber até o que eu não dizia. Era uma sensação sufocante de estar sempre observada. Foi então que meu celular tocou. Era um número desconhecido. Fui rápida em atender, na esperança de que fosse ele, mas a voz do outro lado me pegou de surpresa. — Acho que você nem quer mais falar comigo — ele disse, com um tom de arrependimento. — Está brava porque eu sumi. Eu hesitei por um segundo, mas logo a verdade saiu sem pensar. — Claro que não! Fico feliz que você me ligou — falei, tent

