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1058 Palavras
** As meninas já tinham ido para seu treino, os meninos estavam em seus quartos, fazendo algo útil, ou não. E eu, estava trancada em meu quarto, deitada em minha cama, apenas lendo um dos meus novos livros. - alô? oi mãe! - sorrio ao escutar sua voz. -oi minha querida, como você está? - estou bem, e a senhora? - que bom filha...estou bem também, e suas amigas? - estão no treino, e eu estou aqui no quarto. - sozinha? - aham. O que foi mãe? está me deixando preocupada com esse seu tom de que está escondendo algo. - suspiro - tudo bem, seu pai está no hospital, Sab. - como assim, mãe? - não sei, direito...sei que ele provavelmente estava bêbado, como de costume, e acabou se metendo em alguma briga, foi isso que entendi. Sei que estava no hospital, e teve de fazer alguns curativos, me parece que doeu bastante. Os caras pareciam estar inspirados, segundo a doutora. - ri frouxo. - entendi... - sinto muito...quer que eu vá com você ver ele? podemos ir está tarde, é apenas 3 horas daqui...se quiser, podemos ir juntas. - fala meiga e calma. - mãe, honestamente? quero que meu pai se f**a. Não ligo para nada que está relacionado a ele, nem gosto de lembrar que ele está no meu sangue. - digo como se tivesse calafrios por saber disso. - ri - acho que está passando tempo demais com sei irmão...mas sei que ele sempre esteve certo em relação ao seu pai, e que ele está cuidando bem de você aí... qualquer coisa me ligue, ok? - relaxa mãe, está tudo bem aqui...te amo, beijos. - também te amo, querida. Estou com saudade, beijos. Assim que desligo, escuto leves batidas na porta, então grito para entrar, quem quer se já. A porta se abre lentamente, revelando Jaden Hossler, atrás dela. — oi...- fala assim que a porta me dá visão ao mesmo. — oi. - sorrio, e falo em um tom meigo e receptivo. - tudo bem? - pergunto vendo-o se aproximar e se sentar na beira da minha cama. - concorda com a cabeça - e você? — tudo bem também...por que não foi pra aula hoje? — ahn...- coça a nuca - dormi demais. - dá ombros. — e sonhou com o que? estar socando meu pai?  - pergunto com um sorriso divertido no rosto. — que m***a, Sabrina. Me desculpa, tá bom? mas eu não resisti. — não resistiu viajar 3 horas de carro só pra acabar com o meu pai, e mandar ele pro hospital? - digo irônica, com um sorriso divertido. — me desculpa, tá? me desculpa, agi como uma criança, mas saber que ele te machucou, que ele...ele fez aquilo com você... desculpa, mas eu não aguentei, não aguentei mesmo saber disso e não poder fazer p***a nenhuma...me desculpa. - fala meio envergonhado, e se senta de novo na beira da cama. Se sentou e ficou de cabeça baixa, olhando para o chão. Não parecia arrependido ou coisa assim, mas parecia saber que aquilo não era certo. E que se eu estivesse brava, ele entenderia o motivo, pois sabia que não tinha agido certo. Parecia envergonhado, mas não arrependido. — você sabe que foi errado. - falo cruzando minhas pernas, e colocando meu livro de lado. — eu sei, e sei que você está brava comigo mas...mas foi na melhor das intenções, eu só não aguentava saber daquilo e não poder fazer nada para te ajudar. — bater nele ou não não vai mudar nada. - ri - mas eu não estou brava. - falo calma. — como não tá brava? bati no seu pai e ele deve ter ido para o hospital, e você não está brava? — Jaden, eu quero que meu pai se f**a, que vá para p**a que pariu. A única coisa que nos liga, é o sangue e traumas, mas nada além disso. Por mim, nunca teria o chamado disso. - dou ombros. — gente desse tipo merece morrer. - fala com repugnância, com nojo em sua voz. — não acho que deva morrer. - digo simples — como não, Sabrina? - pergunta indignado, se virando para me olhar. — na morte, a pessoa morre, sem sofrimento - dou ombros - mas a pessoa traumatizada, carrega a dor pro resto da vida, como uma âncora em seus pés, sofre a vida inteira por esse ato, então não acho que devam morrer...devem apodrecer na cadeia. - dou ombros. — então, você é vingativa? é isso, então? - diz brincalhão, e rio do mesmo. - se você é vingativa, e eu te provocar...vou ganhar o que? - diz engatinhando em cima de mim. — hm...como sabe das consequências, talvez terei de ser drástica com suas punições. - brinco, vendo seu rosto ficar a centímetros. — a é? - diz se aproximando, e se aproximando, e quando estávamos prestes a nos beijar, Hossler desvia, faço uma expressão ofendida, e o mesmo ri. — acha que eu me doaria tão fácil assim, morena? — como você é abusado Jaden Hossler. - mordo meu lábio inferior, e o mesmo cabeça a fazer cosquinhas em mim, me fazendo me torcer na cama. Minha barriga doía por contas das cócegas...eu tenho cóssegas absurdas, e morro, morro mesmo quando fazem isso em mim. — para, para, para. - digo rindo, regulando a minha respiração. — e a punição? não vai ter? você tá muito fraca pra me punir, hm? - me provoca com seus olhos azuis, que eu poderia mergulhar dentro daquelas águas cristalinas. — você é um b****a, sabia? - digo com o mesmo a centímetros de distância do meu rosto, e com seu corpo em cima de mim. — eu sei, e você gosta disso. - afirma convencido, mordendo seu lábios inferior, com seu sorriso malandro. - reviro os olhos - — eu sei que gosta, morena. - morde seu lábio, e com sua mão direita, pega em meu queixo, aproximando do mesmo e enfim colando nossos lábios. Um beijo calmo, de cuidado e carinho, e não como na vez anterior, o qual tinha vontade, queimava...que era como se nossos estivessem esperando aquele momento. O que foi estranho, já que...não me lembro de ter pensando em Hossler dessa maneira. Para mim sempre foi o b****a do colégio. boa noite ???
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