— É meu dever fazer isso por ele. — disse, fazendo carinho nas orelhas do bebê, fazendo uma lágrima escorrer dos olhos de Baekhyun, que apenas concordou com a cabeça — Por quê você não me contou?
— O que queria que eu dissesse? Ah, que bom que veio me visitar, toma um filho. — ironizou — É uma outra pessoa, Chan, eu não posso fazer isso com nenhum de nós, principalmente com ele, sabe como eu fui criado, não quero isso para o meu filho.
— Eu entendo, eu devia ter ficado aqui e lutado por você... — suspirou e levou a mão para o pescoço do Byun, acariciando a bochecha do pequeno com o polegar.
— Channie... — Baekhyun queria dizer que não, mas isto não seria verdade — Eu fiquei tão m*l quando os meninos disseram que você tinha ido embora sem se despedir de mim. — disse em um tom manhoso, se aproximando mais do Park e se aconchegando no peito do amigo — Eu estava tão m*l e você era a única pessoa que eu realmente precisava e por minha culpa você não estava mais lá.
— Achei que aquele dia de manhã tinha sido o suficiente para dar adeus, você disse que amava ele, Baek, eu fiz tudo que eu podia, mas não tinha como fazer você me amar. — abraçou o corpo quentinho do Byun e acariciou o bebê em seu colo.
— Eu achei que sim, que o amava, eu realmente achei que Sehun fosse tudo para mim, mas ele não era, se Sehun fosse o meu amor, Channie, eu não precisaria de outra pessoa para me entender, outra pessoa para conversar, para passar noites maratonando séries... Se eu o amasse como achava, eu não seria tão dependente de você.
Chanyeol sentiu um frio na barriga e aproximou os lábios aos do Byun, roçando de leve antes de dar um selar, a sensação foi a mesma daquela manhã, há um ano atrás, quando Baekhyun o deu diversos selinhos de despedida. O grandão sentiu seu corpo tremer de leve.
— A gente não pode fazer isso. — o Byun se afastou e levantou do sofá, levando Jiwon, já dormindo novamente, para seu bercinho.
— Mas eu pensei que... com tudo que você falou...
— Eu segui minha vida, Chanyeol. Você nem atendeu o telefone e um ano se passou, eu tenho um namorado, um filho, o Luhan que parece minha mãe. É complicado.
— Não tem mais espaço para seu melhor amigo. — sorriu triste.
— É claro que tem, para o meu melhor amigo sempre vai ter espaço, mas não posso dizer que vai ter espaço para você de uma forma romântica, porque não tem, eu sofri muito e fiz tudo sozinho, desculpe, eu não quero voltar atrás depois de tudo.
Chanyeol concordou, aquilo era uma das coisas que poderiam acontecer, era uma das consequências de seu tempo longe de tudo e todos.
Baekhyun suspirou e voltou a sentar no sofá, abraçando o corpo grandão.
— Mas eu te amo, Channie, eu sempre vou amar meu melhor amigo. — sorriu enquanto recebia o abraço de volta.
{•••}
— Chanyeol, você tem certeza que sabe cuidar de um bebê? — Baekhyun perguntou pela décima vez enquanto se arrumava.
Fazia apenas uma semana desde que Chanyeol havia retornado para sua vida e naquela noite de sexta-feira, ele se ofereceu para cuidar do pequeno Jiwon, enquanto Baekhyun relaxava um pouco saindo com o namorado.
— Você me ensinou tudo que eu preciso saber, vai dar certo, Baekkie, confia no seu grandão. — disse rindo, fazendo Baekhyun sorrir, mas não ficar menos tenso.
Ouviram a campainha e Baekhyun deu um beijinho em Jiwon, que estava no colo de Chanyeol.
— Qualquer coisa me liga e não fuma perto dele, pelo amor de tudo que você considera sagrado,ou eu acabo com você.
— Pode deixar, senhor, eu serei um ótimo babá.
— Uhum, sei. — disse rindo e abriu a porta vendo Heechul encostado na parede ao lado desta.
— Achei que tinha desistido — comentou e roubou um selinho de Baekhyun.
— Não, estava ensinando o Chan e me certificando de que Jiwon vai ficar bem para que a gente possa curtir um pouco.
Heechul sorriu malicioso e deu um tchauzinho para Chanyeol antes de Baekhyun fechar a porta e se afastar.
— Você viu o jeito daquele cara, filho? O Seu pai está louco de sair com ele, aposto que foi o tio Luhan que apresentou, aposto. — disse fazendo carinho no bebê, que só o olhava e chupava o bico de forma fofa — Meu garotão, o que nós vamos fazer enquanto seu pai está fora?
Chanyeol sentou no sofá e ficou apenas olhando o pequeno por um tempo, apesar de nenhum palavra ser realmente dita e Baekhyun não confirmar a paternidade do Park, Chanyeol sabia que era sim o pai de Jiwon, não precisava de muito para notar as semelhanças.
O maior suspirou e ligou a televisão, ficava se sentindo culpado com tudo que tinha acontecido, passou um ano em Ilsan achando que fosse esquecer aquela vida e conseguir seguir feliz quando voltasse e visse seu irmão casado com o cara que sempre amou, mas agora era muito pior, pois havia novamente perdido Baekhyun para outro homem.
{•••}
— Pensei que a gente fosse jantar. — disse Baekhyun quando viu o carro ser estacionado em uma rua deserta.
— A gente vai, mas foi você mesmo que disse que poderíamos aproveitar essa noite, como já faz dois meses que nos conhecemos... — Heechul deixou a frase no ar enquanto tirava o cinto e se inclinava em direção a Baekhyun, beijando os lábios rosados e levando a mão a b***a do pequenos.
— M-mas... não acha melhor fazer isso em um lugar apropriado. — deu um sorriso amarelo, não querendo parecer chato demais.
— Qual o problema de fazer aqui, uma f**a rápida não mata ninguém. — disse beijando os lábios de Baekhyun novamente, levando a mão até o m****o do outro enquanto descia os beijos para o pescoço branquinho.
Parecia destino quando Baekhyun ouviu o celular tocar e viu o nome do Park brilhando na tela.
— Eu preciso atender. — disse afastando Heechul — Oi, Chan, aconteceu alguma coisa?
— Sim, o Jiwon está...
— Com febre? Ah, eu sabia que isso podia acontecer, eu já estou indo para casa, pega aquele remédio que eu separei e me liga a cada dez minutos. — dito isso desligou a chamada, deixando um Park confuso do outro lado.
— Ah, Chanyeol não é a melhor babá, pode me levar de volta para casa? A gente remarca. — sorriu e Heechul o beijou novamente, suspirando ao ligar o carro e levar o Byun de volta para casa.
Chanyeol balançava o bebê chorando quando Baekhyun entrou.
— Ele não está com febre. — fez um bico.
— Eu sei, muito obrigado pela ligação. — pegou o filho no colo, notando que ele precisava trocar a fralda o levou para o quarto e o deitou no trocador.
— Eu não achei as fraldas, só queria isso.
— Tudo bem, o Heechul não queria me levar para jantar, você pede uma pizza? — olhou um tanto triste para Chanyeol, que logo foi na cozinha, pedindo dias pizzas dos sabores preferidos do mais velho.
Quando voltou Jiwon já estava calminho, mamando de forma sonolenta.
— Quer conversar sobre isso?
— Depois, deixa ele mamar primeiro e a gente fala sobre isso.
— Baekhyun...
— Por favor.
Chanyeol entendeu bem o pedido e deixou o amigo sozinho no quarto, voltando a assistir o jogo de basquete na sala enquanto esperava as pizzas.
Baekhyun terminou de amamentar o bebê é o colocou no berço quando adormeceu, trocando sua roupa e tirando a pouca maquiagem que usava, indo direto para o sofá e abraçando Chanyeol com força.
— O que aquele i****a fez com o meu bebê? — Perguntou abraçando Baekhyun e fazendo carinho no rostinho fofo.
— Eu estou saindo com ele faz dois meses e até hoje não rolou sexo, e é óbvio que ele quer isso, mas eu não estou pronto para esse passo, Chan. Eu não consigo. — disse envergonhado.
— Faz quanto tempo que você não...
— Desde a minha despedida de solteiro. — disse sem olhar o grandão, fazendo Chanyeol sentir novamente aquele frio na espinha, agora somado a culpa.
Continuou abraçado ao seu pequeno até a pizza chegar.
— Não se preocupe com isso agora, vamos jantar e assistir um filme, esquece o resto. — deu um beijo na testa do Byun e foi abrir a porta.