BRUTUS Mano, o dia tava pesado, c*****o. Depois de deixar o laboratório, com o cotonete ainda parecendo queimar na minha boca, voltei pro morro com a Betina e o Benjamim, pois ele já tava inquieto, com fome, cansado e ia demorar. O moleque tava agarrado nela, como se ela fosse a mãe dele, e não a Laura. Isso me dava um orgulho do c*****o, ver minha gatinha cuidando do pequeno, mas também me deixava com a cabeça a mil. E se ele fosse meu filho? E se a Laura tava falando a verdade? Mas, p***a, ela era uma cobra, sempre foi. Mesmo assim, aquele olhar do Benjamim, aqueles olhos que pareciam os meus, tavam mexendo comigo. E a Betina... minha Betina, com aquele jeito teimoso, cuidando do moleque como se fosse dela, me fazia querer agarrar ela, beijar ela até esquecer essa merda toda. Chegam

