Capítulo 102

1153 Palavras

BETINA Mano, acordei com o sol batendo na janela, o morro já acordado com o barulho das motos e o funk baixo rolando na casa do vizinho. Mas dentro de mim, tava uma tempestade. A noite do baile ainda tava na minha cabeça, aquela Carol com a mãozinha no braço do Renan, rindo alto, jogando o cabelo como se eu não existisse. E ele voltando pro baile, dizendo que era “coisa do morro”. Porra, eu queria acreditar, mas o ciúme tava me comendo viva. E aí, de manhãzinha, ouvi a porta do quarto abrir de mansinho. Era o Renan, chegando todo torto, cheirando a maconha e cachaça, bêbado pra c*****o. Fechei os olhos, fingindo que tava dormindo, porque, mano, eu não sabia se queria brigar ou chorar. Ouvi ele tropeçando no quarto, xingando baixo quando bateu o pé na cômoda. A roupa dele caiu no chão,

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