ARIELA — Não quero você na minha vida. Você e eu não temos absolutamente nada. — Você realmente acha isso? — Sim. — Não é verdade. — Por que você me odeia tanto? Você não percebe que a única coisa que me machuca é estar perto de você? — Eu não te odeio. Senti alívio e meu coração pareceu receber isso como se fosse algum tipo de confissão extraordinária. Logo se transformou em uma emoção ardente quando o vi colocar a mão no meu rosto. Eu tremia, esperando uma carícia que nunca veio, porque ele afastou os dedos com resignação. — Eu simplesmente não acho que você e eu poderíamos ser amigos. Não tem como eu te ver assim, Ariela. Mesmo que eu queira. — Ele falou sem parar de olhar para meus lábios. — Você realmente quer continuar assim para sempre? — Parecia quase patético, mas e

