ARIELA Um arrepio percorreu meu corpo e fez minha pele arrepiar. Podia me ver perfeitamente refletida em suas pupilas como o mais claro dos espelhos, como se ele fosse incapaz de ver qualquer coisa além de mim. Aquele homem me observava sem esconder tudo o que sentia, sem perder um só momento do que dizíamos um ao outro em silêncio, contemplando-nos. Parecia exagero se sentir sortuda por tê-lo daquele jeito. Mas não consegui evitar. Michael era tão fascinante que até um cego o teria visto, e para mim ser a causa daquele olhar era simplesmente extraordinário. Foi ele quem me beijou depois de um tempo perdidos em nossos olhares. Ele começou devagar, saboreando o contato enquanto suas mãos agarravam minhas costas e depois meus quadris. Eu não estava com pressa, não queria me apressar,

