ARIELA Os carros que levavam minha família me seguiram até a basílica. Eles nem me deixaram dizer adeus as crianças que agora estavam num lugar mais remoto, escoltadas e vigiadas pelos agentes mais confiáveis e perigosos do meu pai. Mas, à medida que nos aproximávamos, meus pensamentos foram direto para os gritos da multidão na porta e em outras ruas em frente ao templo. O carro parou na garagem. Parecia um casamento real. E piorou quando as madrinhas me ajudaram a descer. Segurei a mão de Amara e olhei ao redor com total desgosto. O jeito como meu pai me apertou me ajudou a recuperar o fôlego. — Não consigo respirar... — gemi. — Claro que consegue, querida. — meu pai interrompeu. Olhei para ele por alguns segundos antes que ele segurasse meu rosto e me desse um beijo na testa. Q

