ARIELA Cheguei à frente da casa de praia. Michael estava prestes a ligar o carro quando, sem esperar por um convite, subi no banco do passageiro. Estranhamente, ele não pareceu incomodado, nem mesmo surpreso. Me perdi em seus olhos sabendo que Michael me deixaria fazer isso pelo tempo que eu precisasse, mostrando-me mais uma vez que eu estava exatamente onde queria. A pessoa que eu menos imaginava que poderia me apoiar estava lá, olhando para mim como se não houvesse mais nada em que se concentrar. Seu olhar me examinou até que me senti sem barreiras e, antes que eu pudesse me controlar, lancei-me em seus lábios, querendo desesperadamente senti-los nos meus. Ele me recebeu, tão ansioso, tão carente. Eu não dava a mínima se era errado, eu queria isso, eu queria me perder no pecado da bo

