Isso era ridículo, pelo amor de Deus! Se o Vincenco me questionasse, falaria a verdade e ponto final. E ele não tinha motivos para ficar bravo comigo. Tudo bem que eu tinha mentido e tinha perpetuado a minha farsa, mas não era nada relevante eu não ter sido criada como as outras mulheres na máfia, era só um fato. A porta foi aberta. Senti a presença dele às minhas costas e o ignorei, ainda encarando a televisão sem nem mesmo piscar. — Boa noite, Ana Lúcia. — Sua voz soou grave atrás de mim. Meu maldito corpo traidor arquejou ao ouvi-lo e senti-lo, como se ele fosse um ímã que me puxasse. Cerrei a mandíbula e continuei a olhar para frente com os olhos vidrados. — Boa noite, Vincenzo — respondi, sem me virar para ele. Senti a respiração dele ao lado do meu pescoço, o hálito quente f

