Alina Sangue é uma promessa que o mundo insiste em usar como faca. Eu repetia essa ideia em silêncio enquanto caminhava pelo corredor estreito da ala lateral, guiada por um guarda que evitava olhar diretamente para mim. Viktor não estava ali, mas sua decisão estava: “tem alguém que precisa falar com você”, dissera, naquela manhã, com o semblante mais sério do que o habitual. Quando a porta se abriu, o cheiro de poeira, álcool e medo chegou antes da imagem. Diego. Sentado na borda de uma maca, ombros caídos, olhos fundos. O mesmo irmão que, anos atrás, me ensinou a subir no telhado da casa para ver o nascer do sol… e, mais recentemente, quase me arrastou para uma ruína tão profunda que um contrato com um Alfa pareceu menos destrutivo do que as dívidas dele. — Alina… — a voz dele quebr

