O segundo dia

1081 Palavras
Eu e o Lucas estávamos encostados na porta da sala. Rafael não estava por lá. E acho que eu agradeci mentalmente por isto. Não que o Lucas fosse fazer algo com ele, mas eu queria evitar qualquer climão por ali. - Amor, não precisava ter vindo tão cedo para cá! Você vai ir direto para o escritório? - Pergunto para ele quando beijava o seu pescoço. - Malu, não me provoca desse jeito! Senão eu arranco a sua roupa aqui mesmo e fodo você todinha. Aquelas palavras fizeram as borboletas do meu estômago acordarem. Eu já tinha transado com o Lucas em lugares que eu jamais imaginei f********o, mas acho que ali seria demais, até para nós. - É, isso é bom! Sentir o seu cheiro no meu corpo, nada melhor – Beijo a sua boca. Ele me pressiona contra a parede e começa a me beijar fervorosamente. Começo a sentir o seu m****o enrijecido na minha barriga. Começo a passar a minha mão no volume da sua calça, e ele solta um gemido. - Malu Singer, não faça isso! - Ele sussurra no meu ouvido. Abro os meus olhos lentamente, e vejo que ele continua com os seus fechados. - Eu preciso ir, mas prometo que te ligo mais tarde, tudo bem? - Ele diz abrindo os seus olhos. Concordo com a sua cabeça, e ele me dá um beijo na testa. - Te amo, meu lindo girassol – Lucas se despedi e sai dali. Encosto a minha cabeça na parede, e começo a me recompor. Se não fosse todas as obrigações que teríamos no decorrer do dia, eu e Lucas já estaríamos no meu quarto sem roupa. -Malu, está tudo bem? - Escuto uma voz familiar. Olho ao meu redor, e vejo Rafael parado em frente à entrada da nossa sala. Por alguns minutos, eu e Lucas não fomos flagrados por ele. - Oi... Estou sim, estava apenas... - Penso melhor no que eu ia falar, mas desisto. - Bom, não chegou tão cedo hoje, né? - Mudo de assunto. - Sim, não quis assustar o carinha que abre as portas hoje – Ele ri. Eu e o Rafael nos sentamos nas fileiras da frente hoje, ficamos novamente juntos para assistir à aula da professora Ana. O dia passou voando, muitas coisas para estudar e resumir. Quando o sinal da última aula toca, começo a guardar os meus cadernos. - Você já vai, Malu? - Rafael me questiona colocando a sua bolsa no ombro. - Vou sim! Vamos juntos para a saída? Digo indo na sua direção. Ele balança a sua cabeça, e saímos juntos da sala de aula. - Amanhã teremos aula com o Adalto, não esquece de trazer o seu jaleco, pois parece que utilizaremos aula no laboratório amanhã. - Não sei se fico feliz ou com medo. Aula de anatomia, com cachorrinhos fofos mortos, acho que não será a minha matéria favorita – digo rindo. Já tínhamos chegado nas escadarias externas da faculdade. Eu não sabia para onde ele iria, e não quis perguntar também, não tínhamos nenhum nível de i********e para isso. - Bom, você vai se sair muito bem, tenho certeza! - Ele vem até mim, e se despede com um abraço e um beijo lento no meu rosto. - Até amanhã então, linda. - Linda? - Lucas aparece como vento ao meu lado. - Estou atrapalhando algo por aqui, Malu? - Ele se posiciona ao meu lado, e coloca a mão na minha cintura. - Não, claro que não! Esse é Rafael, meu colega de sala – Digo sem graça, e percebo que Rafael também estava. - Rafa, esse é o Lucas, meu... - Namorado! - Lucas diz antes que eu finalizasse a minha frase. Rafael estica a sua mão para cumprimentar Lucas, mas ele acaba recusando o gesto. - Bom, a gente se vê amanhã, Malu! - Ele sai todo sem graça com a situação. Era isso que eu estava evitando hoje mais cedo. - Nossa, que falta de educação, Lucas! Custava cumprimentá-lo? - Digo saindo dali. - O cara chama a minha namorada de linda, e você quer que eu o comprimente? Fala sério, Malu! Fora o abraço, e o beijo lento que ele te deu no rosto – Ele me seguia. - Vou precisar me inscrever no seu curso para manter esse tipo de cara longe de você? Paro de andar ao ouvir aquelas palavras. Me viro para a encarar o rosto de Lucas. - Você não faria isso... E outra, não tem o que você se preocupar. Rafael é só um colega de sala, e se ele tentar ultrapassar isto, eu mesmo vou impedi-lo. Lucas fica surpreso com a minha fala, e acaba não me questionando. Sigamos em direção ao seu carro de mãos dadas, e seguimos em direção ao seu apartamento. - Sabe que eu não posso fazer isso todos os santo dia, né? As matérias ficarão mais complicadas, e eu precisar estudar durante a semana também. - Eu só quero m***r a saudade da minha namorada, posso? Prometo que deixo você estudar o resto da semana - Dou um sorriso com a sua resposta, e ele beija o dorso da minha mão. Em menos de 15 minutos tínhamos chegado no seu apartamento. Lucas corre em direção ao seu chuveiro, e eu aproveito para limpar toda a bagunça que estava por lá. Ligo a sua Tv para conectar o seu spotify. Eu nunca tinha pegado o celular do meu namorado para vasculhar, mas seria uma péssima ideia fazer isso? Tento mexer, mas sou impedida pela senha. O que poderia ser? A data do seu aniversário? Tento inserir a informação, e o seu celular vibra negando. A data da sua formatura? Tento novamente, e aparece a mesma informação “senha incorreta”. - Malu, meu amor! Eu esqueci a toalha, pega para mim? - Lucas grita do banheiro. E do nada clareia uma luz em cima da minha cabeça. A data do nosso namoro? Colo os seis dígitos na tela do seu celular, e tcharam. Para a minha surpresa, tinha dado certo. Eu não queria fazer aquilo, mas precisava sanar a minha curiosidade de quem mais o Lucas conversava durante o dia. - Malu – Ele grita novamente e estendendo o “a” do meu nome. - Já vou, amor! - bloqueio o celular, e vou em direção ao banheiro. Como eu já sabia a senha, tudo ficaria mais fácil, caso eu quisesse dar uma olhadinha.
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