O caminho até o campus parecia mais silencioso do que qualquer madrugada que já vivi. Dentro do carro, o som baixo preenchia aquele vazio, mas, ao mesmo tempo, parecia que só o barulho da minha própria respiração ecoava nos meus ouvidos. Theo dirigia tranquilo, de vez em quando desviando o olhar para mim, como se quisesse ter certeza de que eu estava bem... ou, pelo menos, inteira. — Tá melhor? — A voz dele soou baixa, quase como um sussurro. Respiro fundo antes de responder. — Estou... um pouco. — Apoio a cabeça no vidro, olhando o céu que começava a clarear. — Sabe, Theo... eu... eu não sei o que está acontecendo comigo. — Aperto as mãos no colo. — Eu me sinto... perdida. Como se eu não conseguisse mais confiar em ninguém... em mim... em nada. Ele respira fundo. — Eu sei, Malu. E olh

