O som parecia mais alto. A batida, mais agressiva. O meu corpo começa a se movimentar sozinho, meio sem coordenação, meio entregue. A bebida já fazia efeito, mas não era o suficiente. Nunca seria. Volto para o bar, peço mais um. E depois mais outro. Cada gole uma tentativa desesperada de anestesiar. De não sentir. De não lembrar. Mas não funciona. Porque, a cada vez que meus olhos se perdem pela pista, eles acabam, inevitavelmente, encontrando-o. E lá está Lucas, ainda com aquela garota, mas agora… agora ele faz questão de beijá-la. De puxá-la pela cintura. De deixar claro que, para ele, tanto faz. Meu peito dói. Fisicamente. Como se alguém apertasse meu coração com as mãos. — Vem, dança comigo — ouço a voz do mesmo cara de antes. Nem lembro o nome dele. Na verdade, nem sei se ele che

