Ela passou as mãos pelo meu corpo, demorando mais na minha barriga. Suas unhas eram afiadas e eu tinha a certeza que ela poderia me dilacerar se assim o quisesse. Seus lábios estavam pintados de vermelho, eles brilhavam tanto que acreditei ser sangue. Ela não estava com o sorriso de deboche rotineiro, ela estava de cara fechada, irritada. Percebi um ferimento de garra em seu braço, mesmo coberto por seu casaco, o cheiro era perceptível. — É sua última chance. — Murmurou, seus olhos se demoraram nos meus, e eu sustentei seu olhar pesado sobre mim. — Você não vai sobreviver a mais uma injeção. É questão de tempo. — Então me mate. — O laço em meu dedo começou a farfalhar, puxando e se contorcendo. Fingi não sentir nada, e torci para que ela não visse o laço. — É uma pergunta simples: O que

