Quinze

1041 Palavras
Eu estava bem nervoso com o que tinha que fazer, mas como não via outra solução, apenas agarrei meu celular de uma vez e busquei por seu contato salvo. Eu: Preciso falar com você Kookie: Fala Como sempre, Jungkook me respondia bem rápido. Ao menos isso não daria brecha para eu me sentir ainda mais ansioso. Eu: Pessoalmente, Jungkook Kookie: Certo Me encontra no lugar de sempre Guardei o meu celular no bolso e me encaminhei diretamente para a sala do conselho estudantil. Era lá o nosso “lugar de sempre”, onde nos víamos para trocar beijos quentes e carícias ousadas. Jungkook e eu tínhamos apenas uma relação física e se eu precisava convencê-lo a ser meu namorado por um tempo — no intuito de enganar os meus pais e evitar um castigo — eu achava que poderia convencê-lo melhor cara a cara. Quando cheguei lá, a porta ainda estava trancada. Fiquei parado na frente dela, repassando em minha cabeça como eu poderia lhe pedir aquele favor, e segundos depois Jungkook chegou com sua chave e a abriu. Nós não fizemos nada além de trocar olhares, mas bastou entrarmos, m*l a porta bateu atrás da gente, e o garoto me empurrou contra a madeira rígida e me beijou. Ele tocou o meu rosto e colou a sua boca na minha. Sua outra mão agarrou a minha cintura e eu agarrei sua camisa, correspondendo sem resistir. Eu tinha algo a lhe pedir, mas não queria desperdiçar um dos seus beijos calorosos. — Não foi bem para isso que eu te chamei dessa vez. — confessei, o encarando ofegante. — Ah, não? — me encarou descrente. Deslizei a mão por seu peito e o encarei um pouco dengoso. — Lembra que eu te disse que os meus pais não podiam te ver lá em casa? — ele confirmou com uma expressão confusa. — Acontece que eles te viram e acham que você é meu namorado. Bem, eu tive que mentir para eles, porque eu não tenho permissão pra ficar levando todo cara com quem fico, pra dormir lá. Eu deixei eles acreditarem que estamos namorando, porque eu achei que não ia ser nada complicado. Só que agora eles querem dar um jantar para te conhecer… Ele fez uma careta e ficou pálido. Era algo que eu já esperava. — Não é que eu não queira te ajudar, mas você saber que… — Eles sabem que é segredo para você ainda. — o acalmei. — Eu tentei nos livrar dessa, eu te juro, cara, mas a minha mãe veio com um papo de que você precisava de mais apoio e, p***a, Jungkook, você tem que ir, porque foi você que me beijou na entrada de casa e… — mas de repente quem estava desesperado era eu, como eu ia dizer aos meus pais que era tudo mentira? — Tudo bem, eu vou. — ele riu, me interrompendo. — Vamos fingir ser namorados, então? — É. — o encarei incrédulo. — Você vai mesmo? — Claro. Eu só não topei logo porque eu fiquei com medo de que se espalhasse, mas se você diz que vai ser discreto, está tudo bem. E você está certo, foi culpa minha termos sido vistos. — Obrigado, Jungkookie! — me animei. — Você está me salvando, apesar de você ter provocado a situação... — agarrei a sua gravata e o puxei para mais perto de mim. Mordi o lábio do Jungkook e logo voltamos a nos beijar. Já que tínhamos vindo até aqui e tudo parecia resolvido, não custava nada tirar uma casquinha. Jungkook roçou o seu corpo grande no meu e atacou o meu pescoço, o chupando lentamente, enquanto apertava o meu corpo, me excitando muito rápido. Ele acariciou o meu corpo e apalpou o volume nas minhas calças, mordiscando minha orelha. Era tão gostoso estar assim com ele. Eu acariciei os seus cabelos e os puxei um pouco mais forte do que devia. Queria ouvir seu gemido rouco que misturava prazer e dor, mas acabou sendo eu aquele que gemeu baixo e sentiu todo o corpo tremer levemente. Não apenas isso. Eu senti algo a mais. Eu me senti esquisito. Não era a mesma coisa de alguns segundos atrás. O cheiro do Jungkook estava mexendo comigo. Ele era suave e gostoso, me deixava e******o e acima de tudo, me deixava sem ar. Apertei o garoto e ele agarrou a minha b***a, colando os nossos quadris e se esfregando mais forte, enquanto beijava os meus lábios. Quando ele me beijou, p**a merda, o gosto da sua língua na minha, as mordidas nos meus lábios fizeram meu coração acelerar e eu pensei o quanto eu gostava de estar nos braços dele. Gemi outra vez, agora nos seus lábios, e afastei a boca da sua, ainda sem parar de gemer. No entanto, eu estava sem ar e eu não sabia porque. A gente sempre fazia isso, nos beijávamos e tocávamos na mesma intensidade. Mas quando Jungkook me encarou, eu senti um medo esquisito percorrer meu peito, como um alerta de perigo. Então eu selei os nossos lábios e o afastei de mim. — V-vamos guardar um pouco para o próximo final de semana, quando nos vermos em um lugar mais confortável. Ele se afastou sem questionar e sorriu, concordando. Eu saí da sala primeiro e Jungkook deve ter saído depois, eu não podia saber. Eu apenas voltei para a sala e peguei o meu celular, contando ao Taehyung que estava tudo certo para o jantar. Ele perguntou logo como eu tinha conseguido convencê-lo e eu lhe expliquei que na realidade havia sido muito mais fácil do que nós dois havíamos pensado. Ainda com o aparelho em mãos, encarei a sua tela acesa, mordiscando o meu lábio, enquanto pensava se contava a ele o que tinha acontecido agora há pouco entre Jungkook e. Ou melhor, comigo e seu cheiro. O jeito como meu corpo havia reagido. Por sorte ou não, eu fui interrompido por uma notificação que surgiu em minha tela: NJoon: Oi, eu posso te ligar hoje à noite? Eu: Sim Respondi sem hesitar. Não era que eu estivesse com vontade de brincar com aquele garoto, mas algo dentro de mim disse que eu deveria.
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