Eu acordei tarde, como sempre, e vi logo duas mensagens no meu celular. Uma era da minha caixa postal avisando que eu tinha recebido algo e a outra era do Jungkook confirmando o horário do nosso encontro. Respondi Jungkook dizendo que estava tudo certo e fui comer algo, só que enquanto eu comia deixei a curiosidade me consumir. O que o “NJoon” tinha me enviado? Será que era algo que dava para usar com o Jungkook mais tarde? Podia ser divertido e eu estava com muita vontade de fazer isso ser inesquecível para o garoto. Era praticamente como se ele estivesse perdendo a virgindade comigo, transando com vontade pela primeira vez em sua vida.
Terminei de comer, tomei um banho e me vesti decidido do que faria. Tracei um plano simples que não podia ter falhas. Faltavam horas para o Jungkook vir a minha casa, então com certeza daria tempo de ir pegar meu presentinho e esperar por ele. Afinal, a caixa postal não ficava muito longe.
— Mãe, eu vou dar uma saidinha. — avisei, indo em direção a porta.
— Okay, vamos sair daqui a pouco também. — ela respondeu.
Meus pais sempre saiam nos fins de semana para namorar. Eu achava romântico e ainda aproveitava para ter a casa só pra mim e agora essa mania deles seria ainda mais útil para meus encontros com o Jungkook. Não tínhamos muitas opções de lugares para nos vermos, sem que alguém ficasse sabendo.
Peguei um ônibus e logo cheguei ao meu destino. Peguei minha encomenda, ainda mais curioso por causa do formato do pacote. Ele não era volumoso e era algo mole, pois a embalagem era de plástico. Voltei a esperar o ônibus e acabei pegando um trânsito na volta. Isso não estava nos meus planos e quando eu cheguei na porta de casa, o Jungkook já estava lá, completamente pálido. Dava para ver de longe o quanto ele estava nervoso. O garoto que estava sentado na entrada da minha casa, levantou-se assim que me viu.
— Desculpe, eu recebi um pacote e fui buscar. — me expliquei assim que ele se aproximou de mim. — Eu pensei que podia ser algo legal pra gente usar hoje. — ri.
— Você podia ter me avisado…
— Eu realmente achei que ia chegar bem antes, mas o trânsito fodeu tudo. — continuei a me explicar, sem entender porque ele estava tão chateado com aquilo. Foram apenas alguns minutos.
Peguei a chave e abri a porta.
— Eu fiquei com medo de ser visto por aqui. — confessou de repente.
— Relaxa, Jungkook, você só está vindo na casa de um amigo, não tem nada suspeito nisso. Não vão achar que você é gay só porque tem um amigo gay, só vão achar que você não é igual aos babacas dos seus amigos. — o acusei.
— Eu sei, mas você não conhece os meus pais.
— Eles são tão ruins assim? — o encarei preocupado, erguendo a sobrancelha.
Jungkook franziu os lábios e abaixou o rosto. Pela cara que ele fez, deviam ser… Não prolonguei o assunto e o levei para o meu quarto, que era o canto da casa que nos interessava. Joguei o pacote sobre a cama e olhei, sem mais vontade de perder tempo.
— Eu vou tomar banho e já venho.
Dito isso, me apressei para ir ao banheiro. Tomei um banho bem rápido e voltei para o quarto só de toalha. Jungkook estava sentado na minha cama, olhando tudo à sua volta, mas de repente ele não tirava os seus olhos escuros de mim. Fui para perto dele — eu gostava muito do jeito que ele me encarava sempre — e segurei o seu queixo, o beijando. Sua mão quente agarrou a minha cintura e a apertou de leve. Chupei os seus lábios e os lambi, encarando seu rosto bonito. Me afastei um pouco dele e peguei o pacote sobre a cama, lembrando o quanto eu queria saber o que tinha dentro dele.
— Isso é um dos presentes dos caras do site? — se mostrou curioso também.
— É. Esse cara me envia muita coisa. Eu acho que ele é meio solitário e muito pervertido. — ri, enquanto rasgava a embalagem, mas assim que o conteúdo se revelou, o encarei frustrado. — Mas que p***a, eu achei que era algo legal… Porque p***a ele me enviou isso? — ri, estendendo a camisa enorme que tinha dentro da embalagem e algo acabou caindo dela.
Jungkook encarou o chão com o rosto vermelho, quando percebeu o que era aquilo.
— Oh, eu disse que ele era muito pervertido. — ri, me divertindo.
— Aposto que essa camisa é dele. — acusou.
A pressionei contra o meu rosto e a cheirei.
— Esse deve ser o cheiro dele, então. É bem gostoso. — mordi meu lábio e me abaixei para apanhar a calcinha pequena e de renda que havia caído no chão.
Njoon sempre dizia como gostava do meu corpo e me ver me tocando. Ele costumava me enviar lubrificantes ou óleo para me assistir me massageando ou algo assim, mas dessa vez ele tinha enviado algo bem diferente. Ainda assim eu entendi o seu fetiche. Entendi como ele queria me ver usando sua camisa, completamente e******o e abraçado pelo cheiro do seu corpo, enquanto eu me tocava para ele com aquela calcinha pequena.
— Esse cara… — Jungkook tomou a camisa do Njoon da minha mão e a jogou em um canto qualquer. Ele parecia meio chateado.
— É, eu acho que não podemos usar isso. Foi uma completa perda de tempo… — eu estava falando, quando ele levantou-se e tirou a sua própria camisa, a estendeu para mim com o seu rosto vermelho e um pedido no olhar, que eu entendi imediatamente.
Então, Jungkook também achava aquilo sexy? Peguei a camisa do Jungkook, babando um pouco no seu corpo e a vesti. Tirei a minha toalha e vesti a calcinha também.
— Eu achei que calcinha era a última coisa que você ia gostar. — comentei, lembrando da vida que o garoto levava.
— Em você eu acho sexy. — confessou sem muita timidez.
E ele devia achar mesmo, porque era óbvio que Jungkook estava de p*u duro. Me levantei e fui até ele. Abracei a sua nuca e o encarei, roçando os nossos lábios. Eu tinha acabado de tomar banho, mas só conseguia sentir o seu cheiro me envolvendo. Ele segurou a minha b***a por baixo da sua camisa que ficava enorme em mim, passando os dedos pela calcinha que m*l cobria alguma coisa e gemeu, xingando baixo, antes de atacar a minha boca com um beijo selvagem.
Jungkook me suspendeu e me apertou contra o seu corpo largo. Ele me colocou sobre a mesinha ao lado da minha cama e se apoiou com as mãos na parede, roçando os quadris nos meus, enquanto me beijava. Aquilo não era muito diferente do que costumávamos fazer escondidos na escola, mas dessa vez nós dois sabíamos que nada iria nos parar. Puxei os seus fios negros e mordi a sua boca. Nos encaramos ofegantes e agora eu acho que essa tarde vai ser inesquecível tanto para ele, quanto para mim.