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1897 Palavras
?Ellie: Uns dias depois... Quarta-feira: Faz exatamente cinco dias que ele tocou nos meus s***s daquela maneira. Nunca tinha sentido meu corpo tão quente como naquele dia. Dessa vez, eu não tive coragem de contar a minha mãe, já que não há segredos entre nós. Foi a primeira vez que um homem havia tocado neles. A forma como Jackson me olhava, as mãos grandes segurando meu peito, enquanto a outra estava fixa na minha cintura. Ele tocou meu mamilo e eu senti um fogo começar a se ascender entre as minhas pernas. E o que mais me perturbou, ele sussurrou um 'minha' no meu ouvido, antes de se afastar. Depois daquele dia, eu só o vi uma única vez. Entrando num carro, junto com um homem que sempre está com ele. Não que eu esteja o viajando igual ele faz comigo, eu só estava curiosa. Fiquei ainda mais confusa quando sem querer vi Mollie correr sorridente para dentro da casa, no meio da noite, usando somente uma camisola quase transparente. Me lembro que ele me disse que queria distância dela, percebo que não era 100% verdade. Mas porque eu estou me importando mesmo? Ele não é nada meu. Penso que ele nem se lembra mais do beijo que rolou entre nós dois. Foi algo rápido, sem importância pra ele. Pra mim foi importante, assim como os outros dois beijos que eu já tinha dado na vida. Ele foi o segundo homem que eu beijei, e foi totalmente diferente do primeiro. Jackson não teve pressa no começo, mas logo tudo evoluiu e ele me devorava com a boca. Quando eu me lembro, sinto o mesmo calor entre as pernas. Isso não é nada bom.  —Tá gostando da cidade Ellie?—Meu tio pergunta. Estou sentada na grama, sentindo o penicar da folha nas minhas pernas. —Eu ainda não achei algo tão interessante pra fazer aqui.—Sou sincera.—Martin já me falou sobre casas noturnas, mas não são a minha praia. Não gosto de lugares muitos lotados, me sinto sufocada. —Entendo. Seu pai já havia me falado algo relacionado a isso.—Não queria que meu pai falasse algo tão particular meu, mas no fundo eu sei que ele só queria prevenir que algo que desencadeasse esse meu pânico fosse evitado.—O que você gostava de fazer no seu tempo livre, em Otawa? —Eu ia a uma biblioteca do meu bairro, quase todos os fins de tarde. Passeava pelo parque, tomava sorvete. —Basicamente eu só fazia isso.—Nunca tive muitos amigos, pra sair e fazer compras, ou ir no cinema. As vezes que fui foram com meus pais. —Acho que seus pais te protegeram de mais do mundo exterior.—Concluí.—Você é a única filha, a princesinha do meu irmão. Não acha que isso pode te prejudicar algum dia? —Eu não acho, eu tenho certeza absoluta. Sempre houveram coisas que eu não tinha coragem de fazer sozinha, e minha mãe ou meu pai sempre tiveram que estar comigo. Minha timidez me atrapalhou muito. Ainda mais no quesito de oportunidades. Já perdi muitas, devido a ela. Até já ouvi que eu deveria me " soltar" mais, mas não é tão fácil assim. É o mesmo que dizer para um alcoólatra, pra ele parar de beber. Só funciona bem na teoria. —Me desculpe se eu serei evasivo agora, mas tenho que perguntar. Você sofreu algum tipo de bullying, que te excluiu de alguma forma da escola?—Olha bem no fundo dos meus olhos, como se estivesse procurando uma mentira da minha parte. —Se não se sentir confortável pra beber, não precisa. —Algumas piadinhas podem ter influenciado no meu comportamento.—Sou vaga. Para um bom entendedor, meia palavra basta. —Entendi.—É claro que ele é um bom entendedor. —Quer dá uma de terapeuta papai?—Mollie aparece na sala, com seus típicos trajes bem sem tecido.—Ellie é a garotinha tímida e fofa que nem saia de casa, tinha medo de gente e coloca a culpa no bullying feito por criança. Pura baboseira. —Timidez está longe de ser fofura, isso só vocês que não são que acham. E bullying "inocente" feito por crianças podem destruir alguém, um adulto até.—Eu senti na pele isso.—Coloco minha mão no fogo que você ri quando vê isso acontecer com alguém, mas que vai pra internet falar coisas bonitas, alertando contra o suicídio. Crianças podem ser cruéis. Elas despejam palavras de ódio, que ouvem os adultos falando. E muitas vezes não é na inocência. Nem sempre eles falam por inocência, —Mollie, esse sua implicância com a sua prima já tem que acabar.—Meu tio fala.—E não desmereça algo tão sério. —Ok papai.—Ela revira os olhos, fazendo pouco caso. —Já falei que não estou gostando desse seu comportamento de garota arrogante, metida a b***a. Muito menos dessa maneira vulgar que você tem se vestido. Não se olhou no espelho antes de sair do quarto? Você não tem respeito pelo seu próprio corpo? Está destruindo as próprias roupas pra andar quase pelada por aí?—Ele fala tudo muito rápido.—Isso já passou de livre arbítrio. Me sinto constrangido em ver minha filha se vestindo assim, e sair andando na rua. —Isso é moda.—Ela não se importa nenhum pouco com o que o pai acabou de falar. —Isso é vulgaridade.—Ele diz e se vira pra mim.—Nós conversamos depois Ellie, tenho que checar um assunto na empresa agora. —Tá bom tio Drak. Assisto ele ir até o carro e sair pela rua calma e vazia. Ora ou outro algum transporte passava ou algum morador caminhando com seu pet. Uns cachorros lindos, grandes e muito bem cuidados. —JACK!—Mollie grita me assustando, começando a dar pulinhos de alegria. Meu coração dá uma acelerada estranha quando eu vejo ela falar o nome dele. Imediatamente, as lembranças do nosso momento vem a minha cabeça. Parece que eu não vou esquecer tão cedo. —Estava sentindo falta de ver você.—Mollie fala com uma voz extremamente melodiosa, chegando até a me irritar. É claro que ela está forçando essa voz, ela nem fala assim.—Posso entrar na sua casa? —Cai fora garota.—Ouço a voz rouca dele. Me viro lentamente para olhar, e meus olhos se cruzam com os dele. Ele já estava olhando pra mim antes. Muito bonito, ele está usando uma camisa branca e uma bermuda de academia. Os cabelos parecem estar molhados. As tatuagens dos braços, do pescoço e das pernas ficam a mostra. Será que ele tem tatuagens por todo o corpo? —Eii, Jack...—Mollie quase se pendura nele, tentando chamar sua atenção. Seus olhos ainda estão em mim, me analisando, como ele sempre faz. Já estou um tomate. —Vem gatinha, vamos entrando.—Um outro homem, que estava com ele fala, abraçando a cintura de Mollie e a levando pra dentro da enorme casa. Eu só notei a presença dele agora. Estamos agora, a uns 50 metros de distância, e mesmo assim eu estou muito nervosa. Me levanto do chão, e fico de pé, ainda o olhando. —Vem aqui bonequinha. —Me chama e pasmem, eu vou. É como um íman, como se ele tivesse controle sobre mim. Talvez eu queria só mais um beijo daquele. Ter alguém que me beije com desejo, como jamais tinha acontecido antes. Jack demonstrou naquele dia, que sentia um pingo de atração pelo meu corpo magro, que eu aprendi a odiar. —Sentiu saudades de mim?—Toca meu queixo com a ponta dos dedos. Eu não respondo nada.—Gosto quando respondem o que eu pergunto. —O que quer que eu diga?—Estou quase me tremendo toda. O alerta de perigo começa a piscar na minha mente, quando ele toca na minha cintura, com sua mão grande e forte. Estamos quase sozinhos aqui, próximo ao canteiro da rua. Mollie está lá dentro sabe-se lá Deus o que estava fazendo. Meu tio teve que ir dá uma passada no trabalho. Justamente hoje Martin foi convidado para dar uma palestra presencial, junto com um grupo de professores. Minha tia, está na aula de pilates. Só ficamos eu e Mollie por aqui. —Está com medo de mim?—Cheira o meu pescoço. Me arrepio inteira.—Está tremendo. —Você me causa arrepios.—Não era pra ter saído assim. —Estou percendo.—Ri. Até a risada dele é bonita.—Pensei em você durante esses cinco dias. No seu gemidinho gostoso, quando beijei sua boca com vontade, e quando toquei seu mamilo durinho. Arfo um pouco quando ele coloca a mão um pouco pra dentro do meu vestido, tocando a minha coxa nua. —Tive que b*******a punheta por banho, tentando aliviar o t***o que eu senti por você, desde que coloquei meus olhos no seu corpo.—Lambe os lábios e eu acompanho o movimento.—Estou tão duro pra você bonequinha. Não sabe como eu quero te f***r agora, essa bocetinha rosa que você deve ter. —Jack... —p**a merda, não geme meu nome assim minha bonequinha, ou eu não vou me controlar.—Sobe as mãos por dentro do meu vestido, até tocar a barra da calcinha de algodão que eu visto.—Imagine meu nome saindo da sua boca, enquanto eu enfio todo o meu p*u na sua b****a molhada, no barulho que deve fazer. —Jack para...—Eu não queria que ele parasse, eu só não sei o que fazer. Não sei o que está acontecendo com meu corpo, é tudo tão novo. Nunca tinha sentido nada parecido antes. —Quer que eu pare?—Me toca por cima da minha calcinha e eu recuo um pouco com meu corpo, mas não o suficiente, pois ele me mantém bem próxima. Balanço a cabeça em sinal de negação e ele ri.—Você quer ter a minha língua te chupando inteira, bonequinha? Se disser sim, eu te levo agora pro meu quarto, e te satisfaço como mulher. Você quer? —Eu não sei.—Eu estou tão confusa. Ele me confundi. —Quero um beijo seu.—Tira a mão de dentro do meu vestido e a leva até a minha nuca. Segurando meus cabelos, ele me beija, de forma extremamente possessiva. Foi diferente da outra vez. Ele me beija de forma voraz, existente. Tento acompanhar seu ritmo, o que é um pouco difícil. As mãos dele apertaram minha b***a quase inexistente, por cima do vestido. Meu mamilo estão estranhamente duros e eu queria que ele os tocasse como da última vez. Quando o ar se faz necessário, ele solta a minha boca e ataca o meu pescoço. Sua língua toca a minha pele e eu me arrepio mais uma vez. —Estarei esperando.—Dá um último beijo no meu pescoço e se afasta de mim.—Quando você disser sim, levarei você até o meu quarto, e te farei minha mulher, bonequinha. E você nunca mais irá se ver livre de mim. Dizendo isso, ele se afasta e vai até a sua casa. Me sinto uma boba, pois ele deve ir ficar com Mollie agora.
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