Ellie:
—Mãe, parece que eu não sou mais a Ellie de antes.—Conto.—Tenho medo mãe, do que eu posso me tornar.
—Filha, você só está conhecendo a vida. Não se condene por estar fazendo novas coisas.—Se ela soubesse as coisas que eu ando fazendo.—É normal meu amor. Temos que passar por mudanças nas nossas vidas.
—Eu sei. Só que as mudanças que estão acometendo comigo, são além do esperado pra qualquer pessoa. Parece que a cidade, o ambiente está me mudando, não consigo explicar, a senhora me entende?
—Claro que entendo meu amor. E será que há alguma outra pessoa que possa estar influenciando na sua mudança?—Até parece que ela está lendo os meus pensamentos. Somente em arregalar os olhos e engolir em seco, ela tem a reposta pra sua própria pergunta.—Sinta-se a vontade para me contar qualquer coisa. Não vou fazer nenhum julgamento.
—Eu conheci alguém aqui.—Meu rosto fica vermelho só em lembrar das coisas que ele já fez comigo. Jackson virou a minha cabeça, de uma maneira que eu estou gostando, e isso pode se tornar perigoso pra mim.—Ele é bonito mãe, bem bonito. Mora no mesmo condomínio que eu estou, o vejo constantemente. Só que eu me sinto insegura em relação ao que temos. Sinto que ele é demais pra mim.
—Ellie, pare de achar que você não é digna de ter algo ou alguém. Você é uma pessoa boa, maravilhosa, inteligente e muito linda minha filha. E você merece ter um homem bacana ao seu lado.—Me repreende.—E me fale mais. Vocês estão namorando, ficando, ou o quê?
—Eu não sei rotular o que nós temos.—Nunca parei pra pensar nisso na verdade. Talvez ele só queira uma aventura, como sabe que eu vou ficar pouco tempo aqui.—O nome dele é Jackson, ele é descendente de asiático.
—Um bonito nome. Já perguntou pra ele se futuramente pensa em ter algo sério?
—Não.—Eu quase não falo quando estamos juntos. Ele me mantém bem ocupada e eu nem tenho tempo de verbalizar.—Fico meio acanhada pra perguntar.
—Oras Ellie, você precisa saber.
—Eu sei mãe.—Eu só não tenho coragem.—Vou tentar sondar e saber se o que temos terá futuro.
—Aproveite bastante o tempo que você está tendo pra si ai, curta muito com essa pessoa e se divirta. Mas com moderação, e não esqueça de usar proteção. Você é muito nova pra ser mãe e eu mais ainda pra ser avó.—Ela me deixa morta de vergonha.—Seu pai vai mandar um dinheirinho pra você, caso queira comprar algumas coisas aí. Não é muito, você sabe, mas é o que podemos mandar.
—Mãe, não é necessário mandar nada. Eu estou bem, e não gostei quase nada. O dinheiro é pra comprar a nossa nova casa, diga ao papai pra guardar. Não se preocupem comigo.—Aviso.—Beijos mãe, eu te amo.
—Também te amo amor. Beijos!—Manda um beijo e eu mando outro, antes de desligar.
Meus pais estão juntando dinheiro a algum tempo, pra comprar uma outra casa, mais bem equipada e num lugar melhor. Eu queria ajudar, mas por enquanto eu ainda não posso. Não gosto que eles gastem comigo, sabendo que não há necessidade nenhuma pra isso. Eu m*l compro alguma coisa aqui, não preciso de mais dinheiro. O que eu trouxe é mais que o suficiente.
Bom, depois de tomar um banho rápido, vestir minha camisola azul bebê, curtinha, me sinto pronta pra começar a tirar um cochilo.
Ainda é possível ouvir o barulho da TV no andar de baixo. Martin e Mollie estão na casa. Meus tios saíram para algum encontro de casais num restaurante no centro da cidade, e só vão voltar mais tarde.
Antes que eu me deite, vejo meu celular vibrar e sei que chegou uma nova mensagem. Sinto arrepios na minha pele só em ver quem é o remetente.
'Bonequinha, abre a janela pra mim. Eu quero te ver.'
Estamos fazendo loucuras ultimamente, e uma delas é a entrada dele no meu quarto durante a madrugada. Com o coração a mil, vou até a janela e abro, me assustando com a presença de Jackson já ali.
Sou empurrada pra dentro do quarto, e ele vem logo me agarrando. Não tenho tempo nem de fechar a janela ou pensar em alguma coisa. A boca dele exige cada vez mais da minha, suas mãos passeiam por todo o meu corpo, sentindo a textura da minha pele. Como em todas as vezes, ele aperta meus s***s e depois desce as mãos e aperta minhas nádegas com força, me fazendo soltar um gemido.
Ele é tão bom no que faz. Deve ter anos de prática e aperfeiçoamento.
—Que saudades.—Fala soltando a minha boca e começando os ataques no meu pescoço.—Do cheiro da minha bonequinha.
—Jack...—Arranho a nuca dele, puxando alguns fios de cabelo.
—Quero você gemendo assim quando estiver todo dentro.—Estapeia minha b***a e eu prendo um grito, pra que ninguém perceba o que acontece aqui.
Sou jogada na cama e ele vem pra cima de mim na sequência. Minha camisola é levantada até o meu quadril, e minha calcinha é arrancada do meu corpo. Abrindo as minhas pernas, Jackson começa seu trabalho gostoso com a boca, no meu centro. Reviro os olhos e parece que estou vendo estrelas. Ele passa a língua por entres os lábios maiores e menores, até chegar na minha entrada molhada.
Ele sente o meu gosto, prova o meu sabor, e parece se deliciar com ele, querendo sempre mais de mim. E eu estou disposta a sempre da mais de mim.
De repente, alguém bate na porta do meu quarto . Prendo a respiração e fico apreensiva.
—Ellie? Está dormindo?—É a voz de Martin. Não respondo nada. Jackson não se importa, e continua chupando, de olhos fechados e soltando gemidos poucos de puro deleite.—Ouvi barulhos, você está bem?
Ele bate mais alguma vezes, mas logo desiste e parece ir embora. Respiro aliviada, voltando a aproveitar a sensação deliciosa que Jack me causa. Reviro os olhos e prendo um gemido quando sinto que gozei na língua dele. Estou respirando de modo ofegante.
—Deliciosa.—Lambe os próprios lábios, enquanto me olha como um predador. É sempre assim que ele me olha. Principalmente depois que retira a cabeça do meio das minhas coxas.—Estarei dentro de você agora. Até o fundo.
Com paciência, rasga a embalagem de preservativo, e o coloca. Observo tudo atenta e ansiosa. Ele conseguiu me deixar assim: sedenta e viciada. E conseguiu a proeza em tão pouco tempo.
Vindo pra cima de mim, Jack coloca as duas mãos dos lados da minha cabeça, apoiando -se no colchão, para assim ter mais impulso. A cama que eu durmo não faz quase barulho algum quando se mexe sobre ela, o que é muito bom para que ninguém perceba o que acontece aqui quase todas as noites.
—Linda.—Retira algumas mechas de cabelo que caem no meu rosto, atrapalhando um pouco a minha visão.—E minha. Completamente minha.
Antes que eu possa dizer alguma coisa, ele se enfia dentro do meu canal ainda estreito. Abro a boca surpresa pela invasão repentina, arqueando meu corpo e sufocando o gemido que insiste em sair, a medida que ele começa com os movimentos dentro de mim. Erguendo uma das minhas pernas, a mantém na altura do seu quadril, tendo mais acesso a mim. Finco minhas unhas em suas costas largas e a arrasto, ouvindo um gemido sôfrego vindo dele. Mordo o lábio e ofego, sentindo o imenso prazer que Jackson é capaz de me promover.
—Tão gostosa.—Começa a lamber o meu pescoço. Suas mordidas vão se aproximando da minha boca, até que ele me beija. Foi uma estratégia, pois seus movimentos aumentam e seu corpo se choca com o meu com ainda mais velocidade. —Que delícia bonequinha.
Trocando nossas posições, ele me deixa por cima. Vou para cima e para baixo, sentindo suas mãos se apertarem na minha cintura, enquanto me auxilia a ir cada vez mais rápido e ao mesmo tempo com cuidado para não machucá-lo. Inclino meu corpo pra frente, sentindo Jack pegar um dos meus m*****s salientes entre os lábios e o morder e sugar, de maneira ritmada que me excita e me motiva a ir mais rápido.
Flexionando os joelhos, segurando a minha b***a e me mantendo parada, ele estoca com velocidade, me fazendo gozar e se contorcer, recebendo tudo dele. Jack continua assim por alguns segundos, sem parar, até que urra e para, depois de gozar dentro do preservativo. Tombo sobre seu corpo, deixando minha cabeça na curva do seu pescoço.
Aspiro seu cheiro, o perfume que eu aprendi a gostar. Fecho meus olhos e me aninho ali. Prontamente começo a sentir as carícias tão familiares nas minhas costas nuas, enquanto ainda o sinto pulsar dentro de mim. Dedilho seu peitoral definido e sem nenhum pelo. Recebo um beijo no alto da cabeça, sentindo ele sair de dentro de mim aos poucos.
—Vou só descartar a camisinha bonequinha.—O solto e ele se retira da cama. Caminha rapidamente até o banheiro, e lá se desfaz do preservativo usado. Volta poucos segundos despiu, exibindo sua masculinidade.
Como eu posso merece um homem como ele?
—Quer tomar um banho?—Pergunto, enquanto me deito na cama.
—Só se estiver comigo.—Pisca e da um sorriso cafajeste.
—Preguiça.—Resmungo e ele ri.
Jackson caminha até a cama, se deitando ao meu lado e me puxando para perto. Nossos corpos ficam a centímetros de distância, nossas peles quentes coladas.
—Ellie?—Outra batida soa na porta, mas dessa vez é a voz de Mollie.—Quem está aí com você? E nem venha dizer que não é nada, escutei barulhos estranhos.
Ia responder mas Jackson faz sinal de silêncio, e eu o faço. Depois de minutos, ela volta a falar.
—Além de careta, ainda é maluca.—Resmunga dando outras batidas na porta.—Faça silêncio, há pessoas querendo dormir nessa casa. Casa essa que você está de favor.
Ela consegue me deixar triste tão facilmente.
—Que garota insuportável.—Ouço ele dizer, e depois recebo um pequeno aperto no bumbum.
—Ela parece desconfiar que você tem vindo aqui.—Suspiro.—Ela não gosta de mim, poderia inventar para os meus tios algo totalmente sem sentido, para me mandarem embora daqui.
—Seus tios sabem a filha que possuem.—Abaixa um pouco o corpo, para ter um melhor acesso aos meus seios.—Não deixarei que ela prejudique você.
—Parece algo tão fácil.—Suspiro ao sentir sua língua passar no bico.
—Mas é.—Deu de ombros.—Descanse bonequinha.
—Você não vai estar aqui quando eu acordar.—Fecho meus olhos.—Boa noite Jack.
—Em breve.—Dessa vez ele quem suspira.—Boa noite minha bonequinha.