Beatriz Narrando Acordei meio atordoada, ainda de olhos fechados, passei a mão do lado e senti logo o vazio. O canto do Chris já tava frio. Esse maluco acorda cedo, não tem jeito. E eu fiquei ali, por uns segundos, pensando na correria do dia. Mas não dava pra enrolar muito. Estiquei o braço e peguei o celular do criado-mudo pra ver as mensagens. Notificação piscando era sinal que o bagulho já tava andando lá na boca. Levantei com aquele peso na cabeça, mas fui direto pro banheiro. Primeiro, lavei o rosto com aquela água gelada que parece um tapa de realidade. Olhei no espelho, o cabelo todo bagunçado. Passei os dedos tentando ajeitar um pouco, mas sabia que mais tarde ia prender num coque firme pra não atrapalhar na missão. Escovei os dentes enquanto escutava o som das motos passando n

