Lúcifer Narrando Cheguei no barraco da Tamires sem fazer barulho, mas o motor da minha moto rugiu alto na noite silenciosa. Estava com a adrenalina a mil, e só pensava em como eu ia resolver a situação. Desci da moto, e sem pensar duas vezes, meti o pé na grade. A porta, coitada, não aguentou e arrebentou com um estrondo que ecoou pelo lugar. Não sou de me fazer de rogado, então já fui entrando, e a cena que vi na sala era de deixar qualquer um em choque. A família da Tamires estava lá, sentados, todos parados como se tivessem visto um fantasma. O pai dela, um cara até de boa, trabalhador, estava em pé na frente da televisão, enquanto a mãe e os irmãos só me encaravam, assustados. — Fica todo mundo pianinho! — gritei, já mostrando a pistola que eu tinha na mão. — O papo é com a Tamires

