Olga Ainda estou deitada no chão quando o Juiz chega ao meu quarto duas horas depois. Quando o vejo, o alívio me inunda, trazendo lágrimas aos meus olhos. Isso é até eu notar a expressão em seu rosto. — Que p***a você fez? — ele grita. Eu olho para ele em confusão, seus olhos me percorrem com desprezo que se transforma em outra coisa quando ele vê a pilha de vômito ao meu lado. Essa mesma suspeita eu notei antes de explodir novamente, mas eu não poderia explicar mesmo que eu quisesse agora. Estou muito fraca. Com muita dor para me mover. Parece que minha cabeça vai explodir. — Por que você fez isso? — ele exige. — Por que, Olga? Eu balancei minha cabeça, sem entender. Pelo menos não até que Carmen apareça atrás dele com dois olhos negros e um corte adornando a bochecha. Ele se vira e

