Naquela noite, Maphis quase não dormiu. O corpo estava tenso, era desejo. Lia dormia ao seu lado, linda, os cabelos espalhados pelo travesseiro. O cheiro dela era maravilhoso. A queria muito, mas não podia ser assim. Ela merecia paciência da parte dele. Lia se mexeu e foi para seus braços. O corpo inteiro enrijeceu. Ela estava dormindo.
A noite estava se findando quando Maphis conseguiu dormir.
Lia acordou com um calor bom; o corpo estava aquecido. Ela sentiu o coração tão tranquilo. Abriu os olhos e o viu; ele estava lindo. Para ela, parecia em paz.
Ali, resolveu o que faria: um café da manhã para ele. Saiu da cama, foi para a cozinha, separou as coisas que iria usar, fez o fogo e aqueceu a água. Lembrou que ele gostava de leite e foi providenciar. Ele gostava de leite com um pouco de mel.
Havia farinha de trigo; ela fez panquecas com mel para ele, pois seria o primeiro dia dos juntos.
Maphis acordou e não viu Lia. Olhou pelo quarto e nem sinal dela. Se levantou, foi até o banheiro e fez sua higiene matinal. Quando saiu, foi até a cozinha. Ele a viu: estava à beira do fogão, linda. O cabelo estava solto; o vermelho dos cabelos chamava atenção. Era uma das coisas pelas quais ele era apaixonado nela.
Maphis: — Bom dia, Lia. Dormiu bem?
Lia sorriu ao ouvir a voz dele, pois era algo que ela gostava muito de ouvir. A voz dele era gostosa aos ouvidos dela.
Lia: — Sim, dormi bem. E você? Acordei, você estava dormindo tão gostoso que não quis te acordar. Vim fazer nosso café, pois é o nosso primeiro dia juntos. Todos do nosso reino estão ansiosos.
Maphis sabia muito bem o porquê.
Maphis: — Eu cuido disso mais tarde, tá bem? Não precisa se preocupar. Só peço que fique em casa hoje.
Lia também sabia por quê. Seu rosto se aqueceu, ficou vermelho, mas ela disse que ficaria em casa também achava melhor, pois não teria coragem de enfrentar o povo lá naquele dia.
Maphis observou a mesa. Lia tinha feito tudo o que ele gostava de comer. Claramente, ela estava tentando agradar, e só por ela tentar já fazia seu coração bater mais forte, pois era apaixonado por ela.
Depois do café, Maphis saiu para resolver o que tinha que resolver, pois todos esperavam. O conselho do reino nascente queria provas. Maphis levou com ele o lençol; só o conselho veria, não queria expor Lia.
Lia ficou em casa. Cuidou de tudo, limpou a casa, arrumou o quarto e preparou o almoço, pois esperava o marido para almoçar com ela.
Maphis resolveu o que tinha que resolver ali com os membros do conselho. Depois de tudo resolvido, voltou para casa, mas nem estava lá por completo em pensamento; ainda havia coisas em sua mente. Mesmo assim, sabia que precisava voltar.
Quando chegou em casa, encontrou Lia. Ela tinha feito o almoço para os dois.
Lia: — Não sei se está muito bom, mas espero que goste, pois fiz com carinho… com o nosso amor. Meu pai sempre gostava do que eu cozinhava para ele.
Maphis sorriu para ela.
Maphis: — Com certeza deve estar muito gostoso. E Eleonor tem bom gosto, pois você cozinha muito bem.
Lia ficou vermelha novamente.
Maphis viu e sorriu.
Lia não perguntou sobre o que o conselho falou; sabia que ficaria vermelha de novo.
Depois do almoço, Lia serviu uns biscoitos que ela tinha feito e também um suco de frutas silvestres.
Lia estava curiosa. Queria saber como era o beijo de Maphis.
Ela se sentou ao lado dele.
Lia: — Posso te pedir uma coisa?
Maphis sorriu.
Maphis: — Claro, esposa.
Lia sorriu, pois ouvir ele a chamar de esposa era muito bom.
Lia segurou as mãos dele; estava nervosa.
Lia: — Você pode me dar um beijo? Pois eu queria muito saber como é…
Maphis olhou para ela.
Levou a mão ao rosto dela.
Maphis: — Você não faz ideia de como eu quero…
Lia: — Eu também quero.
Lia tocou os lábios de Maphis com os seus.
Foi um beijo simples.
Mas Maphis a deixou conduzir, pois ela queria aprender, e ele iria ensinar com carinho.
Maphis sentia a respiração de Lia próxima ao seu rosto. Ele aprofundou o beijo devagar, para não assustá-la. Foi um beijo como se estivesse ensinando.
Lia se assustou e se afastou, pois era muito. Seu corpo parecia responder ao dele, como eletricidade.
Maphis percebeu.
— Calma, não vou além. Te prometi que iria com calma, e vou.
Lia: — É bom te beijar… sua boca tem um gosto bom.
Maphis sorriu.
— A sua também… e dá vontade de mais. Mas tudo no seu tempo.
Maphis pegou a mão de Lia e beijou, mas, dessa vez, o corpo de Lia respondeu primeiro.
Lia e Maphis ficaram ali, fazendo companhia um para o outro.
Lia olhou: — Você vai ter paciência comigo?
Maphis respondeu: — Sempre. Na nossa relação, você dita as regras e eu obedeço.
Lia olhou para Maphis. Ela sabia que ele tinha vivido muito e esperaria o tempo dela.
Lia pegou a mão de Maphis e, com os dedos, fazia carinho. A pele dele era bem mais clara do que a dela.
Ele era lindo. O corpo era definido, parecia ter sido esculpido. Lia ainda não o tinha visto sem camisa, mas sua imaginação ia longe.
Lia sorriu.
Maphis a olhou: — O que minha esposa pensa?
Lia ficou vermelha.
Maphis sorriu, pois sabia que Lia pensava nele.
Lia olhou para Maphis.
— Em você… sempre.
Lia preparou o banho de Maphis.
Já tinha tomado o seu banho; o cabelo ainda estava úmido.
Tinha vestido um vestido leve, pois não sairia, e já era noite.
Maphis estava sentado do lado de fora, olhando as estrelas.
Lia o chamou: — Seu banho está pronto.
Maphis entrou.
Lia estava linda.
— Vou cuidar do nosso jantar — disse ela.
Maphis tomou seu banho.
Sabia que Lia não entraria ali. Ela era doce, tímida quando as coisas eram dos dois.