EPISODIO QUATRO

1447 Palavras
— Aonde quer que eu o leve, Sr. Vicenzo? Perguntou o seu motorista. Demetrio, russo, discreto e franco, trabalhava para ele há muito tempo, tempo suficiente para saber quando ele estava dividido entre um lugar e outro. Ele era discreto, silencioso e nunca questionava ou saía para murmurar e comentar o que via ou ouvia. Agora que ela estava comigo, eu comecei a acreditar que tudo seria mais fácil. Eu só queria convencer ela de que ela deveria obedecer o seu papel de esposa. Respeitar o papel depois que ela assinei e concordou em se casar. Eu olhei para ela de canto de olho para confirmar se ela havia colocado o cinto de segurança, pois sendo um empresário conhecido e reconhecido em todo o país e no mundo, sempre poderia acontecer que eu corresse o risco de pessoas que não compartilhava da minha opinião, ou que não gostava do meu trabalho. Decidirem dar um fim na minha vida. Portanto, dada a circunstância de levar uma vida relativamente pública, gostava que tudo fosse seguro para mim e para os que me rodeavam. Eu possuía o vinhedo mais importante de Nápoles. Eu tinha mais influência do que o presidente da Itália. Pode-se dizer, segundo jornalistas e meios de comunicação, que eu era definitivamente e sem dúvida um dos homens mais poderosos e importantes da Itália. A minha família produz vinho a anos. Os hectares de plantações de uvas tintas eram imensos. Ela teve a oportunidade de visitar uma dessas terras e ficou cativada por sua majestade. Assim como havia sido deixado pelo proprietário, Vicenzo Luigi. Olá, Demétrio. Perdoe-me pela falta de cortesia. Ela desculpou-se, enquanto se virava para o motorista. — Foi desrespeitoso. Sinto muito. Ela não tinha aquele tom de voz de aço que estava usando comigo. — Bom dia, senhora Antonella. Estou feliz por tê-la aqui novamente. Demetrio desde que conheceu Antonella sempre teve aquela proximidade e camaradagem. Eu grunhi e Demetrio se concentrou na rua. Ciúmes de um homem de quase setenta anos, bigode, cabelos grisalhos e nariz um pouco caído com a idade? Não era possível. Eu não sentia ciúmes de nada nem de ninguém. Muito menos do meu motorista. Do mesmo homem que me levou para a escola quando eu era apenas um menino. Mas eu nunca gostei da maneira como eles se tratavam, como se se conhecessem desde sempre, como se se dar bem com ela fosse a coisa mais fácil de se fazer. Assim foi desde o momento em que Demétrio foi nós pegar no aeroporto há muito tempo, e eu apresentei Nella como a minha noiva. Por*ra. Noiva. Eu nunca tinha chamado ninguém assim. E muitas mulheres passaram pela minha vida. Mas ninguém havia conquistado o meu coração, apenas a doçura e o carisma de Antonella. A sua falsa imagem que eu criei para mim mesmo. Mas antes, antes de perceber que ela queria se aproveitar de mim, eu apenas a admirava, ela a achava muito interessante e cativante. Eu tive que baixar um pouco a guarda para entender que a minha esposa era legal com todas as pessoas. Ela era simples, era fácil de amar, podia se dar ao luxo de ter uma conversa com um perfeito estranho sem nenhum inconveniente, pelo menos era assim que eu me lembrava. Eu não tinha ouvido falar dela novamente por seis longos e intermináveis meses. Embora eu estivesse de olho nela e conhecesse todos os seus movimentos, eu não havia chegado nem perto. Ela havia me enviado os documentos do divórcio, que eu devolvi e ignorei, dizendo ao advogado que, a menos que a minha esposa fosse falar diretamente comigo, eu não assinaria tal coisa, não importa quantas vezes eles a enviassem. Eu nunca consideraria assinar um pedaço de papel sem primeiro falar com Nella e eu não tinham intenção de me separar dela. Me divorciar depois de casar perante um padre, perante a igreja e a minha família, era simplesmente algo que nenhum dos Luigi consideraria. Seria uma vergonha. A minha mãe Theresa havia colocado em mim na minha irmã Giovanna desde muito jovens que, no dia em que decidíssemos nos casar, concordariamos em manter o vínculo de união pelo resto das nossas vidas. A partir daí, comecei a calcular, a pensar com quem ficar, e disse a si mesmo que quando tivesse certeza de ter encontrado a mulher que não lhe causaria problemas, uma mulher que seria compreensível e que possivelmente o apoiaria em cada uma das suas decisões ela se orgulharia de levar o nome de Luigi, no dia em que se relacionasse com tal mulher, ela estaria unida em sagrado matrimônio pelo resto da sua vida. — Vamos para minha casa. Eu disse antes que o ciúme me fizesse bater no pobre motorista. Não era culpa do motorista odiar tanto a minha esposa por deixá-lo. Por eu ter descoberto as suas mentiras. Mas eu ia fazer ela pagar antes que eu cogitasse assinar os papéis do divórcio. A situação ia muito além de um simples capricho para fazê-la voltar. Ela tinha muito a responder antes de se livrar do meu sobrenome. Do tipo que ela vinha usando para entrar em clubes privados da mais alta classe social. Por usar o cartão de crédito no meu nome e solicitar o pagamento da conta via e-mail. E agora ela veio tão facilmente pedir o divórcio? Só no pensamento dela! — Eu disse que não vou com você. Antonella disse imediatamente. — Demetrio, por favor, me leve ao Grand Hotel Vesuvio... — Você não diz o que eu devo fazer dentro do meu carro. Este é o meu carro, eu digo o que fazer. Você pode descer e ficar no meio do aeroporto ou pode vir comigo até o apartamento onde deveria morar comigo. Só que sabe as consequências se decidir ficar. — Não comece com isso. Não é mais necessário. Ela disse, e senti como a sua boca se transformou numa linha fina de tanto apertar. — Posso pegar a por*ra de um táxi e chegar no hotel onde vou ficar. Você não me assusta, Enzo. Eu não tenho medo de você. — Você precisa de mim. Você precisa de mim desde antes de se casar comigo. Eu gritei. — Não venha bancar o inocente agora Antonella. Ao longo dos meses em que estivemos juntos, eu aprendi que poucas coisas podiam fazer Nella perder a cabeça. Até agora, a única coisa que a fazia perder a cabeça e a paciência era eu. Eu tinha esse poder, sem querer ou buscar, eu era o único que tinha o poder de deixar ela chateada. Assim como ela poderia me deixar louco apenas olhando para mim com os seus olhos azuis. — Você não é o único com um carro! Posso chegar ao hotel sozinha. Ela tocou a ponta do seu nariz, apertando-o suavemente. Estou tentando lidar com essa separação da melhor maneira possível. Eu quero continuar com a minha vida. Eu quero deixar você no passado. Onde você pertence Não me incomode mais. Eu só quero terminar isso. Os papéis... está tudo na mala. Apenas assine e deixe-me ir. As suas palavras cavaram nas profundezas do meu ser. Eu queria beijá-la, possuí-la, bem ali no banco de trás do carro. Eu queria que ela me fizesse esquecer todas aquelas idéias estúpidas que haviam sido colocadas na minha cabeça. Mas eu não me dei por vencido. Em vez disso, eu decidi ir direto ao ponto. Eu não ia continuar me fazendo de bobo. Assim como ela usava o meu sobrenome, el usava o meu dinheiro, a minha riqueza para ter uma boa vida na Espanha. Eu iria cobrar cada centavo dela. Ela ia ter que me pagar. E se ela não tivesse... Seu corpo seria suficiente. — Eu fui tudo para você por meses. Eu segurei o queixo dela e viu como os olhos dela se arregalaram de surpresa com o meu gesto apressado. — Você ama tanto Scott? — O que você está dizendo? — Minta para mim, Nella. Eu sussurrei secamente. — Minta bem e me diga que você não vai se casar com outro homem e é por isso que você se esforça tanto para se afastar de mim. — O que...? — Vamos! Você é boa com mentiras! Só se esforce um pouco! Eu gritei com ela, e os olhos de Nella se fecharam. — O meu tom te incomoda? A minha voz te incomoda? Ou será que a minha proximidade te incomoda? Nesse exato momento eu coloquei uma das mãos no se*io esquerdo dela por cima do pano e eu vi que o seu mamilo ficou rígido imediatamente. — Eu acho que o seu corpo não se importa tanto.
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