Damian deu partida no carro e contornou o centro, parando no estacionamento de um grande restaurante com fachada toda rústica. O nome estava entalhado em uma grande placa de madeira: “Divino Sabor!” — Sério isso? — Resmunguei para Damian. O restaurante estava lotado e, para piorar, ele agarrou meu braço de forma íntima e não queria me soltar. — Damian, me solta! Assim todo mundo vai nos ver. — Quero mais é que vejam mesmo. — Disse-me enquanto me levava até uma mesa vazia, exatamente no centro para que todos pudessem olhar para nós. Ele sabia que eu detestava isso. — Nem pense em fugir. Você disse que me deve uma e que ia aceitar almoçar comigo. Claro que, se achar que é demais esse público todo, posso te levar a um lugar com salas privativas. — Disse-me, sorrindo presunçosamente. — Não

